A 1.ª fase de exames arranca hoje com menos 8.310 alunos inscritos em relação ao ano letivo 2018/2019, mas a maior quebra é no número de provas a realizar, que caem em 87.705 devido ao regime de exceção introduzido pela tutela.
Ao contrário do que acontece habitualmente, este ano, as provas nacionais não são um requisito obrigatório para a conclusão do secundário, que será feita apenas com as classificações internas, ou seja, as notas atribuídas pelos professores.
As novas regras explicam também a redução da média de exames por aluno, que este ano se situa abaixo dos dois exames (1,69) e, por outro lado, o motivo pelo qual jovens se inscrevem nas provas de avaliação externa.
A maioria dos alunos (91%) participa exclusivamente com o objetivo de concorrer ao ensino superior, em contraste com os dados referentes ao ano passado, em que a maioria tinha em vista a aprovação final do secundário.
Ainda assim, pouco mais de metade (55%) dos alunos inscritos nos exames nacionais tencionam prosseguir estudos no ensino superior.
Respostas com melhor pontuação determinam nota
Na classificação dos exames nacionais, os professores vão contabilizar apenas as respostas às perguntas obrigatórias e àquelas em que o aluno tenha melhor pontuação.
Os alunos do 11.º e 12.º anos que realizem exames nacionais este ano letivo vão beneficiar de regras excecionais, publicadas pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), que preveem também um número limite de questões obrigatórias.
As orientações para a classificação dos exames nacionais serão aplicadas apenas às provas realizadas este ano, em resposta aos constrangimentos provocados pela pandemia da covid-19, que obrigou à suspensão das aulas presenciais em 16 de março.
Cada prova terá um conjunto limitado de itens de resposta obrigatória que, segundo o IAVE, irão incidir em competências consolidadas ao longo do percurso escolar ou em informação facultada no exame.
Todos os restantes itens podem ser respondidos, mas só serão contabilizados para a classificação final aqueles em que os alunos tiverem melhor pontuação.
“Por exemplo, numa prova composta por 20 itens, 5 itens serão obrigatoriamente contabilizados para a classificação final; dos 15 itens restantes, todos terão a mesma cotação e poderão ser respondidos pelos alunos, mas apenas serão considerados para a classificação final da prova os 10 itens cujas respostas obtenham melhor pontuação”, explica o IAVE.
É obrigatório o uso de máscara
O uso de máscara, que se tornou obrigatório no regresso às aulas presenciais dos alunos do 11.º e 12.º anos, a 18 de maio, continua a ser exigido aos alunos que farão as provas de acesso ao ensino superior, segundo o Júri Nacional de Exames (JNE).
Os estudantes devem entrar nas escolas já com a máscara colocada e só poderão retirá-la quando estiverem já fora do recinto escolar.
Podem ser dispensado do uso de máscara as “pessoas com deficiência cognitiva, do desenvolvimento e perturbações psíquicas” ou que comprovem ter uma “condição clínica da pessoa não se coaduna com o uso” daquelas, pode ler-se no decreto que altera as medidas excecionais a adotar no âmbito da atual pandemia.
Os exames nacionais, durante os quais só poderá estar sentado um aluno por carteira, podem levar mais de duas horas. A duração dos exames é de 120 minutos, a que acrescem mais 30 de tolerância. No caso da disciplina de Matemática A a duração é de 150 minutos, mais o tempo suplementar da praxe.
A 1.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário arranca hoje com a prova de Português, às 09:30, e termina a 23 de julho com a Literatura Portuguesa marcada para esse dia. Já a 2.ª fase será realizada depois das férias de Verão, entre 1 e 7 de Setembro, com Física e Química (11.º ano) no arranque e as línguas estrangeiras a fechar.
















