China identifica «paciente zero» do novo surto de covid-19

Trata-se de um homem com 52 anos que frequentou o mercado de alimentos frescos Xinfadi, em Pequim.

Simone Silva

A imprensa chinesa diz ter encontrado o ‘paciente zero’ do novo surto de Pequim. Trata-se de um homem com 52 anos que frequentou o mercado de alimentos frescos Xinfadi, na cidade e foi o primeiro a ser diagnosticado com a doença viral.

Imagens divulgadas pela emissora televisiva de Pequim mostram Tang a ser tratado num hospital local enquanto conta a jornalistas sobre o sucedido.



Tang disse aos jornalistas que se tinha dirigido ao mercado porque os seus filhos «queriam comer peixe», tendo tido conhecimento dias depois de que estava infectado com a doença viral.

«Fui comprar peixe. Os meus filhos queriam peixe», disse na cama de hospital. «Pensei em comprar mais alguns, mas depois fui ‘atropelado’ (pelo coronavírus)», rematou.

O homem foi apelidado pela imprensa local como «o avô de Xicheng», em homenagem ao distrito em que vive. A sua casa fica na mesma zona que a sede do governo central da China, bem como várias atracções turísticas populares.

Tang foi a um hospital local na última quarta-feira após sofrer sintomas de febre, acabando por ser diagnosticado no mesmo dia após o teste positivo para o novo coronavírus.

O seu caso foi relatado pelas autoridades de Pequim a 11 de Junho, como a primeira infecção interna de Covid-19 da cidade, depois de quase dois meses.

O homem disse que não tinha saído de Pequim nas últimas duas semanas, nem teve contacto com ninguém do exterior.

Tang foi obrigado a descrever todos os locais que tinha frequentado nos últimos dias, dando também uma lista de 38 pessoas com quem teve contactos próximos durante esse período.

A infecção de Tang seguiu-se por mais dois casos confirmados, identificados na sexta-feira passada, levando as autoridades a activar uma resposta de emergência. Diz-se que os dois pacientes também estavam no mercado de Xinfadi.

Os casos relacionados com o mercado de alimentos aumentaram a partir de sábado, levando as autoridades a impor medidas rigorosas aos seus 21 milhões de habitantes para combater o novo surto. Escolas foram encerradas, voos cancelados e centenas de pessoas colocadas em confinamento, para prevenir a infecção pela Covid-19.

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