Saber enfrentar e tirar o melhor partido possível da disrupção no mundo dos negócios será essencial à sobrevivência de uma empresa. Porém, só 15% das organizações a nível mundial considera que as respectivas equipas de liderança estão preparadas para lidar com a disrupção.
A conclusão é de um estudo elaborado pela Odgers Berndtson em parceria com a Harvard Business Review Analytic Services, que revela que os líderes não estão preparados para a mudança. Quanto aos principais factores de disrupção, os avanços tecnológicos, as mudanças nas expectativas dos consumidores e a incerteza económica são os mais apontados.
O estudo, designado Índice de Confiança na Liderança, sublinha ainda que a crise de confiança nas lideranças é transversal a todas as geografias e sectore sde actividade. Foram ouvidos 1890 executivos seniores de empresas da América do Norte, América Latina, África, Médio Oriente e Europa, com receitas entre 50 milhões e 5 mil milhões de dólares. A análise contou também com as respostas de executivos portugueses.
As razões indicadas para a falta de confiança nos líderes estão relacionadas com dois aspectos: a resistência à mudança (não reconhecem o impacto da disrupção nos seus sestores e modelos de negócio) e a falta de uma visão clara para as suas organizações sobre o futuro.
A falta de confiança é especialmente notória também porque 95% dos inquiridos reconhece a disrupção como um tema que tem de ser bem gerido se se quiser ter sucesso. Além disso, 88% acredita que a disrupção aumentará nos próximos cinco anos.
Relativamente a quem deve ter a responsabilidade de lidar com a disrupção, 85% aponta para o CEO como aquele que tem o papel mais crítico nesta gestão.
Como são as empresas que encaram o futuro com confiança?
Segundo a Odgers Berndtson, são três os aspectos que as empresas que encaram o futuro com confiança têm em comum: terem lideranças que abraçam a disrupção; encararem a estratégia como um exercício contínuo que requer renovação; e utilizarem abordagens inclusivas e abrangentes para a resolução de problemas.
A consultora apresenta ainda uma nova definição de liderança, que se deve pautar pela inovação. O Índice de Confiança na Liderança sugere que as empresas devem desenvolver líderes com as características necessárias para prosperar num mundo complexo e dotado de incerteza. Determinação, coragem, pensamento estratégico, curiosidade, resiliência, capacidade de adaptação e inteligência emocional estão entre as características fundamentais.






