Se é verdade que o início do desconfinamento não é sinónimo de menos prevenção ou cuidados, também é verdade que é possível manter – ou até mesmo aumentar – a rede de contactos respeitando o distanciamento social que se impõe. Para gestores, empresários e empreendedores, o chamado networking é fundamental e o fim dos eventos e o teletrabalho poderão dificultar, mas não impedir por completo a sua prática.
Melina Palmer, economista comportamental, acredita que a expressão “distaciamento social” transmite a ideia errada. O que é necessário é o distanciamento físico, mas a componente social pode continuar.
Num artigo publicado no Business Insider, a especialista sublinha que o Mundo está mais virtual do que nunca e que há oportunidades à espreita. Basta encontrar a forma correcta de preencher o vazio criado pela quarentena e que as pessoas procuram preencher. Além de novos parceiros, as dicas de Melina Palmer poderão ajudar a cimentar uma base de clientes e a atrair a atenção de novos públicos:
1 – Ser genuinamento social nas redes sociais. A especialista considera que antes da pandemia, as redes sociais se tinham tornado uma espécie de cartaz gigante onde eram afixadas informações ou novidades. Agora, porém, estará na altura de recuperar o lado social destas plataformas e interagir, de facto, com os utilizadores.
Pessoas que, até aqui, estavam muito ocupadas para se dedicarem ao LinkedIn, por exemplo, têm agora mais tempo e disponibilidade. Procuram conteúdos mas também ligações que possam ajudar a ocupar os tempos livres em casa.
Melina Palmer deixa ainda alguns conselhos: partilhar pelo menos quatro publicações de outras pessoas por cada post sobre o próprio negócio; procurar contactos antigos e começar uma conversa; e ler e deixar comentários cuidados em publicações de pelo menos 10 contactos por dia. Em média, por cada 100 pessoas que vêem uma publicação, 10 farão like e uma comentará. Estar entre os que comentam pode ser uma vantagem;
2 – Enviar mensagens físicas. Ao mesmo tempo que sugere uma aposta reforçada nas redes sociais, Melina Palmer propõe também que se recupere a comunicação física e que se enviem cartas ou cartões. Segundo a especialista, estas mensagens não devem ser sobre o negócio ou uma tentativa de vender serviços ou produtos. Devem, sim, ser uma forma de dizer olá e perguntar se está tudo bem.
No entando, tendo em conta que escrever à mão é uma tarefa que requer mais tempo, os alvos devem ser escolhidos criteriosamente. Ainda que o tom não deva ser comercial, será boa ideia entrar em contacto e privilegiar potenciais parceiros ou clientes;
3 – Dar algo sem esperar nada em troca. A terceira dica passa por assumir uma postura mais desinteressada, que envolve oferecer algo sem esperar uma recompensa por esse gesto. Melina Palmer sugere que se olhe para o leque de produtos e serviços e que se encontre algo que possa ser útil nas circunstâncias actuais. O passo seguinte é pensar como se pode tornar esse produto ou serviço gratuito (ou com um desconto significativo).
Pode ser um curso online de acesso livre, um guia ou uma checklist, por exemplo. Podem ser também dicas até aqui reservadas a clientes e que agora passam a estar disponíveis para todos.





