Portugal conta, neste momento, com 25.524 casos confirmados de infecção por COVID-19. Trata-se de uma subida de 1%, conforme avançou António Sales na conferência de imprensa diária da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira. Verificam-se ainda menos 43 pessoas internadas e menos um caso em cuidados intensivos.
A taxa de letalidade global, por seu turno, fixa-se nos 4,2% – subindo para 14,9% junto da população acima dos 70 anos. O secretário de Estado da Saúde adianta ainda que 85,9% dos infectados encontram-se em tratamento no domicílio e que 3,2% estão internados.
Desde 1 de Março, foram realizados 450 mil testes diagnósticos, sendo que o último dia de Abril foi aquele que registou mais testes desde o início da pandemia: mais de 16.200 testes. No último mês, realizaram-se, em média, cerca de 11.500 testes por dia em Portugal: destes, 46% em laboratórios públicos e 43% nos privados.
«Começou hoje o dia 1 do desconfinamento, mas contamos já com mais de 60 dias a conviver com o COVID-19 no nosso País», sublinha António Sales. «Temos de continuar a manter a porta de transmissão do vírus completamente fechada.» O secretário de Estado lembra a necessidade de continuar a lavar as mãos, por exemplo.
António Sales indica ainda que começa este mês a colheita de plasma de sangue de doentes recuperados de COVID-19, em 10 unidades hospitalares. A transfusão de plasma convalescente já foi feita noutros países, incluindo a China, com bons resultados, explica.
Maria Antónia Escoval, presidente do IPST – Instituto Português do Sangue e da Transplantação, diz que foi desenvolvido um procedimento que envolve a selecção dos dadores, a colheita, a análise, o processamento e a distribuição do plasma. Presente na conferência de imprensa, conta que todos os doentes recuperados terão apenas de aceder ao site do IPST para se candidatarem, já a partir de hoje.
Dia do Trabalhador
Questionado sobre as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa sobre a celebração do 1.º de Maio, António Sales afirma apenas: «Como é óbvio, não me cabe comentar as declarações do senhor Presidente da República. Às autoridades de saúde cabe a definição de regras saintárias de acordo com aquilo que é a melhor evidência a cada momento.» Recorde-se que Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que esperava uma comemoração mais simbólica do Dia do Trabalhador.














