Covid-19. Crianças com mais de seis anos e educadores terão de usar máscara nas creches

A directora-geral da Saúde adiantou este sábado que adultos e crianças com mais de seis anos terão de usar máscara nas creches.

Executive Digest

A directora-geral da Saúde adiantou este sábado, na conferência de imprensa diária da Direção-Geral da Saúde (DGS) que adultos e crianças com mais de seis anos terão de usar máscara nas creches.

Graça Freitas adiantou que estão a decorrer trabalhos, em parceria com o Ministério da Educação, «para programar de forma segura a continuação das actividades lectivas nas creches e 10.º e 12.º anos». Para já, ficou decidido que nas creches haverá «um plano de testagem dos educadores» e que «obviamente, serão utilizados meios de protecção individual nas crianças acima dos seis anos de idade e de todos os adultos que vão cuidar delas».

Segundo a directora-geral da Saúde haverá um «plano específico para cada idade». É, no entanto, «muito importante» o «reforço da limpeza de equipamentos e superfícies», salientou.

A ministra da Saúde, por sua vez, disse que a plataforma criada pela DGS para o atendimento, através de videochamada, dos cidadãos com deficiência auditiva já recebeu 6.761 contactos, de 700 de profissionais de saúde e seis mil de utentes.

Questionada sobre a situação dos ventiladores, Marta Temido salientou que, no início de Março, Portugal contava com 1142 ventiladores invasivos. Neste momento. estão «aptos a funcionar» mais 531, dos quais 275 invasivos e 256 não invasivos, detalhou. Destes, 76 foram comprados, 180 doados, 156 recebidos a título de empréstimo e 119 recuperados. Na próxima semana, Marta Temido disse que deverão chegar mais 48 ventiladores.

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Nesta «nova fase», Graça Freitas revelou que haverá um reforço da monitorização de infectados e cadeias de infecção, «com recurso não só aos métodos tradicionais» mas também à plataforma «Trace Covid», que «permite seguir os doentes inscritos — os que ligam ao SNS 24 –» e, assim, «ajudar as autoridades de saúde e suas equipas a encontrar contactos de doentes». «Vamos continuar a apelar às pessoas que tiveram contacto com um doente que também procurem a linha SNS 24. Ou seja, pedir que se identifiquem voluntariamente dizendo ‘eu estive em contacto com uma pessoa Covid positiva’», explicou, sublinhando que esta será «a primeira linha de contacto». «A partir daqui, as equipas de saúde pública confirmarão a história epidemiológica e verão se se constitui como verdadeiro contacto e se ele foi de alto, médio ou baixo risco».

Graça Freitas destacou ainda a «grande capacidade» dos hospitais e dos serviços «de testar, detectar, isolar e tratar doentes», bem como das equipas de saúde pública.

O números de vítimas mortais associadas ao novo coronavírus em Portugal subiu para 1.023 nas últimas 24 horas, revelou este sábado a DGS.

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A pandemia do novo coronavírus já provocou, pelo menos, 238.810 desde o seu aparecimento em Dezembro na China, segundo um balanço da agência de notícias “France-Presse”, feito a partir de fontes oficiais. Um total de 3.354.100 casos de infecção foram registados oficialmente em 195 países e territórios desde o início da epidemia.

Este número de casos diagnosticados reflecte, contudo, apenas uma fracção do número real, uma vez que um grande número de países testa apenas os casos que requerem tratamento hospitalar.

O número de casos considerados curados ultrapassou pela primeira vez o milhão de pessoas, ascendendo a 1.014.700.

Os Estados Unidos, que registaram a sua primeira morte ligada ao coronavírus no início de Fevereiro, são o país mais atingido quer em número de mortos, quer de casos, com 65.068 mortos em 1.104.161. Pelo menos 164.015 pessoas foram declaradas curadas.

Após os Estados Unidos, os países mais afectados são a Itália com 28.236 mortos em 207.428 casos, o Reino Unido com 27.510 mortos (177.454 casos), a Espanha com 25.100 mortos (216.582 casos) e a França com 24.594 mortos (167.346 casos).

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A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia se iniciou no final de Dezembro, conta oficialmente com 82.875 casos (um novo nas últimas 24 horas), incluindo 4.633 mortos (0 novas) e 77.642 curados.

A Europa totalizava hoje às 11 horas (mais uma hora em Lisboa) 140.598 mortos em 1.508.719 casos, os Estados Unidos e o Canadá 68.530 mortos (1.158.941), a América Latina e as Caraíbas 12.197 mortos (231.039 casos), a Ásia 8.820 mortos (229.242 casos), o Médio Oriente 6.857 mortos (177.521 casos), a África 1.688 mortos (40.544 casos) e a Oceânia 120 mortos (8.102 casos).

Este balanço foi realizado a partir de dados recolhidos pelas delegações da “AFP” junto das autoridades nacionais competentes e de informações da Organização Mundial da Saúde.

*Notícia actualizada às 14:39

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