O primeiro-ministro apresentou esta quinta-feira as medidas que fazem parte do plano de desconfinamento do país, para preparar um regresso gradual à normalidade, numa altura em que a pandemia do novo coronavírus parece estar a desacelerar em Portugal, à semelhança de outros países.
Neste plano de transição do estado de emergência para o estado de calamidade, o responsável explica que procurou definir um calendário de medidas que entram em vigor por fases: no dia 4 de Maio, 18 de Maio e 1 de junho. Antes de cada uma destas fases será feita novamente uma avaliação dos efeitos das medidas anteriormente adoptadas, para verificar se existem condições de dar o passo seguinte, segundo o responsável.
«Nunca terei vergonha de dar um passo atrás se isso for necessário para garantir esse bem essencial que é a segurança dos portugueses», refere Costa sublinhando que «este é um percurso que temos de fazer com confiança mas em conjunto».
O responsável assume que o plano que apresenta «tem riscos e nenhum de nós pode ignorar a consciência desses riscos, que depende de cada um adoptar as normas de higiene, de afastamento, de disciplina e de auto-contenção, de forma a proteger-se a proteger os outros».
Costa assume a consciência de que «há medida que vamos reabrindo um conjunto de actividades, inevitavelmente o risco de transmissão vai aumentar», refere apelando a que «ninguém tenha ilusões de que quando passarmos a abrir uma loja o risco de contenção diminui, seguramente o risco aumenta».
António Costa reconhece que muitas vezes foi mal identificado o significado de dever de protecção e que isso levou a um estigma. Por isso, o primeiro-ministro, também para evitar inconstitucionalidades insistiu no dever cívico no lugar do dever legal.
«O estado de emergência acabou, mas o vírus continua o mesmo», afirma o primeiro-ministro, acrescentando que continuará a ser necessário evitar ao máximo as deslocações desnecessárias.
O responsável disse ainda que «Todos temos consciência que até haver uma vacina disponível no mercado e acessível a todos nós, ou até haver um tratamento, vamos ter de continuar a viver e continuar sem a nossa vida normal», num esforço acrescido, mas que deverá ser acompanhado por um esforço individual.
«Devemos fazer esse esforço para que o caminho seja de passos em frente e não de passos atrás. Eu não sou de dar passos atrás, mas garanto que o farei se for necessário. É isso que devemos a todos os que já perderam a vida, aos que estão contaminados, às famílias dos que perderam entes queridos, a quem tem pessoas infectados e aos profissionais de saúde que dão o seu melhor”», referiu o primeiro-ministro.
«Não vamos perder no próximo mês o que alcançámos tão duramente nos últimos dois meses», apelou Costa.








