O lucro da McDonald’s caiu 17% no primeiro trimestre, em termos homólogos, para 1.107 milhões de dólares (1.018 milhões de euros), com vendas afectadas pela pandemia, anunciou hoje a cadeia norte-americana de comida rápida.
As vendas da multinacional, com sede em Chicago, caíram 6,2% para 4.714 milhões de dólares (4.336 milhões de euros) no trimestre, sendo que as quebras continuaram em Abril.
De acordo com dados da empresa, 99% dos restaurantes nos Estados Unidos continuam abertos, mas operam essencialmente com entregas ao domicílio ou com recolha através de automóvel no local (McAuto).
Ou seja, cerca de 75% dos 39.000 restaurantes a nível global estão abertos.
A actividade dos seus restaurantes oscila nos mercados internacionais e em países como França, Espanha ou Itália apenas metade dos estabelecimentos continuam abertos, enquanto no Brasil ou Japão estão em funcionamento cerca de 80%.
Na China, praticamente todas as unidades da McDonald’s reabriram, mas a empresa refere que a procura diminuiu porque os clientes ainda não retomaram as rotinas anteriores à pandemia Covid-19, que na opinião da cadeia provocou uma «mudança dramática» no comportamento dos consumidores.
No comunicado dos resultados, o presidente e principal executivo da cadeia, Chris Kempczinski, sublinhou que, após o «poderoso desempenho» da empresa em 2019, o exercício deste ano começou com um «momento global excepcional» que se reflecte nos dados de vendas em Janeiro e Fevereiro.
«Desde então, a crise global provocada pela pandemia da Covid-19 afectou significativamente os nossos negócios e obrigou-nos a operar num ambiente imprevisível e desafiante», acrescentou Kempczinski.
«A McDonald’s viu muita coisa ao longo de seus 65 anos de história e estou confiante de que nossas ações nos permitirão emergir desta crise numa posição competitiva e forte», concluiu o presidente.






