O relatório da Estrutura de Monitorização do Estado de Emergência, coordenada pelo Ministério da Administração Interna, que avalia o segundo período do Estado de Emergência – que vigorou entre 3 de Abril e 17 de Abril de 2020 -, foi publicado esta segunda-feira, por engano, no portal do Parlamento com dados pessoais de dois detidos por desobediência, avança o “Observador”, acrescentando que o documento já foi corrigido.
De acordo com o jornal, foram divulgadas as moradas completas de duas pessoas que violaram o confinamento obrigatório por estarem infectadas ou serem casos suspeitos de Covid-19, bem como a matrícula de um suspeito detido pela Polícia de Segurança Pública, em Lisboa.
O “Observador” detalha que, nas 261 páginas de relatório, foram incluídos como anexos alguns documentos das autoridades policiais e era num deles que surgiam as duas moradas. É a Direção-Geral da Saúde que envia às autoridades as moradas dos infectados ou pessoas sob vigilância. Mas o jornal sublinha que esta informação tem sido tratada com «delicadeza entre as forças policiais» e não é de acesso a aberto a todos.
A estrutura de monitorização do Estado de Emergência é composta por representantes das várias áreas governativas e representantes das forças e serviços de segurança.
Entretanto, o documento voltou a estar online e já sem as páginas com as referidas ocorrências e moradas.
Em Portugal já morreram 948 (+20 do que ontem) pessoas das 24.322 (+295) confirmadas como infectadas, e há 1.329 casos recuperados, de acordo com o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS), divulgado nesta terça-feira, 28 de Abril.
Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de Março. O Governo anunciou a proibição de deslocações entre concelhos no fim de semana prolongado de 1 a 3 de Maio.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia de Covid-19, já provocou mais de 215 mil mortos e infectou mais de três milhões de pessoas em todo o mundo. Mais de 840 mil doentes foram considerados curados pelas autoridades de saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.










