Os irmãos Rosado, conhecidos como a dupla musical Anjos, já pagaram as custas judiciais devidas no processo que perderam contra a humorista Joana Marques. A informação foi confirmada seis meses após a leitura da sentença que deu razão à criadora de conteúdos humorísticos, num caso que ganhou grande mediatismo em Portugal.
Em declarações no podcast Humor à Primeira Vista, conduzido por Gustavo Carvalho, Joana Marques revelou que recebeu recentemente o pagamento. “Recebi hoje antes de vir para aqui. Não estava combinado mas lá está, tudo demora muito, passa sempre um ano entre cada coisa e recebi mensagem da advogada a dizer que já estava e que de facto recebi”, afirmou, acrescentando em tom descontraído que o valor poderia até “dar para investir” na produção dos seus espetáculos Em Sede Própria.
A humorista brincou ainda com o montante envolvido, referindo que “ainda dá para umas férias”, sublinhando o carácter inesperado da confirmação do pagamento, que surgiu vários meses depois da decisão judicial.
Segundo informação avançada pela SIC Notícias, o valor pago pelos Anjos ascende a quase 31 mil euros. Este montante inclui não apenas a taxa de justiça inicial, mas também encargos processuais e despesas associadas ao processo judicial, incluindo as de Joana Marques.
O pagamento surge na sequência da decisão do tribunal, que deu razão à humorista no processo movido pela dupla musical.
O caso remonta a 2025, quando os Anjos avançaram com uma ação judicial contra Joana Marques. Em causa estava a divulgação de um vídeo no qual a humorista satirizava a atuação dos irmãos Rosado durante o evento Moto GP.
Na ação, a dupla musical alegou a existência de danos emocionais e patrimoniais, exigindo uma indemnização de um milhão de euros. O processo teve início em junho de 2025 e foi acompanhado com atenção mediática ao longo de vários meses.
A decisão final, recorde-se surgiu em outubro de 2025, quando o tribunal decidiu absolver Joana Marques e dar razão à humorista. Com a derrota judicial, os Anjos ficaram responsáveis pelo pagamento das custas do processo, agora efetivamente liquidadas.
O caso encerra assim um litígio que envolveu uma das figuras mais conhecidas do humor em Portugal e uma das duplas musicais com maior visibilidade no país, ficando marcado pelo debate em torno dos limites da sátira e da liberdade de expressão.













