Três pessoas condenadas por usar fato de urso e simular ataque para enganar seguro nos EUA

Três pessoas foram condenadas a 180 dias de prisão e obrigadas a pagar milhares de dólares de indemnização por fraude, após terem usado um fato de urso para simular ataques a vários carros de luxo na Califórnia (EUA).

Executive Digest com Lusa

Três pessoas foram condenadas a 180 dias de prisão e obrigadas a pagar milhares de dólares de indemnização por fraude, após terem usado um fato de urso para simular ataques a vários carros de luxo na Califórnia (EUA).


Alfiya Zuckerman, 39 anos, Ruben Tamrazian, 26 anos, e Vahe Muradkhanyan, de 32 anos, foram condenados a 180 dias de prisão e dois anos de liberdade condicional supervisionada por falsas declarações de danos apresentadas em 2024.


Zuckerman terá de pagar 55.360 dólares de indemnização, enquanto Tamrazian foi condenado a devolver 52.268 dólares e o valor da indemnização de Muradkhanyan ainda está pendente, noticiou na sexta-feira a agência Efe.


Os três homens condenados não contestaram as acusações, de acordo com o Departamento de Seguros da Califórnia.


Um quarto arguido, Ararat Chirkinian, de 39 anos, deverá comparecer em tribunal em setembro do próximo ano.

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A investigação começou depois de uma seguradora ter detetado uma reclamação suspeita relacionada com um incidente ocorrido a 28 de janeiro de 2024, em Lake Arrowhead, uma cidade montanhosa no sul da Califórnia.


Os suspeitos alegaram que um urso tinha entrado nos seus veículos — um Rolls Royce Ghost de 2010 e dois modelos Mercedes-Benz, um de 2015 e outro de 2022 — e danificado os interiores, apresentando imagens de vídeo para sustentar a alegação.


Depois de analisar as provas, o Departamento de Seguros da Califórnia concluiu que não se tratava de um urso, mas sim de “uma pessoa disfarçada” responsável pelos ataques aos três carros de luxo.

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Para chegar a esta conclusão, contaram com a ajuda de um biólogo do Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia, que analisou imagens de câmaras de segurança que mostravam uma criatura peluda a mexer-se dentro dos carros e determinou que o animal não era verdadeiro.


O mesmo departamento divulgou uma fotografia de um fato de urso em tamanho real com garras afiadas, que terá sido usado pelos indivíduos condenados.


O Departamento de Seguros denominou a investigação de “Operação Garra de Urso”.


 

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