A XXX Conferência Executive com o tema “Os caminhos para um Portugal Extraordinário”, arrancou esta quarta-feira, na Culturgest, em Lisboa, com a intervenção de abertura do CEO do Multipublicações Media Group Ricardo Florêncio, que começou por dar o mote do evento, referindo que “temos de deixar de pensar que somos pequeninos”, se queremos um crescimento sustentável (e sustentado) da economia nacional, impulsionado pelo incremento do trabalho e sucesso das empresas portuguesas.
Após agradecer aos patrocinadores, parceiros, oradores e convidados, Ricardo Florêncio recordou que esta conferência começa com a pergunta com a qual terminou a XXIX Conferência Executive Digest. “Somos bons porque, não extraordinários? Temos todas as características para nos tornarmos extraordinários, porque não somos?”, questionou o CEO do Multipublicações Media Group, referindo que o País dá cartas em diversos setores e áreas como a inovação, as energias renováveis, a tecnologia, a inovação, o turismo, o mar.
“Começamos pelo princípio, nos portugueses. Talvez nos falte mais ambição, arriscar demais, deixar de pensar que somos pequeninos e de pensar pequenino, deixar de ter medo de enaltecer o sucesso”, sublinhou o orador de abertura, referindo que “talvez seja uma questão de cultura, e de tudo um pouco”, mas que o paradigma deve mudar perante a pressão internacional para “a exigência e eficácia”, no caminho do crescimento económico.
Ricardo Florêncio exemplificou com a questão do Estado, indicando que “as organizações devem estabelecer regras”, mas os organismos governamentais “não podem ser um entrave, mas sim um impulsionador”. Apontando a burocracia como um dos principais obstáculos às empresas e à economia, alertou que a demora “e os prazos podem levar ao desinteresse e à perda de investimento”, pelo que a tecnologia e desburocratização e a digitalização surgem como medidas essenciais para o avanço do País, na ultrapassagem de obstáculos ao crescimento.
Mas “todo o ónus não está no Estado”. Ricardo Florêncio apelou às empresas “que têm de mudar, inovar, criar, rever processos e métodos, têm de crescer e tornar-se grandes empresas, exportar e internacionalizar-se”. “O tecido empresarial não pode ser construído por uma esmagadora maioria de pequenas, micro e nano-empresas”, destacou o CEO do Multipublicações Media Group, referindo que Portugal ultrapassa, em área e população, outras potências europeias como Dinamarca, Irlanda ou Países Baixos, pelo que as condições de base para um caminho extraordinário estão instaladas.
O que falta? “Para além de Estado e empresas, os cidadãos também têm um papel a desempenhar”, resumiu o orador de abertura, antes de passar a palavra aos oradores, para apontarem os tais caminhos que poderão levar a um Portugal extraordinário.
A XXX Conferência Executive Digest decorre esta quarta-feira, na Culturgest, sob o tema “Os caminhos para um Portugal Extraordinário”, e conta com o apoio da Caixa Geral de Depósitos, Delta Q, Fidelidade, MC Sonae, Nova SBE, Randstad, Recordati, Steelcase, Tabaqueira/Philip Morris, Unilever, CTT, Lusíadas Saúde, Vodafone, Galp, e ainda com a parceria da Neurónio Criativo, Sapo, SENO. A Sociedade Ponto Verde é o Parceiro de Sustentabilidade do evento.











