Covid-19. Turmas pequenas, máscaras e mais docentes: as recomendações da Fenprof para a reabertura das escolas

O Governo estuda a possibilidade de os alunos do 11.º e 12.º anos poderem retomar as aulas presenciais no próximo dia 18 de Maio.

Executive Digest

Enquanto o Governo estuda a possibilidade de os alunos do 11.º e 12.º anos poderem retomar as aulas presenciais no próximo dia 18 de Maio, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) defende que é preciso garantir várias condições de segurança.

Em comunicado, a Fenprof considera que deve existir uma redução do número de pessoas em sala de aula, para 10 a 12 pessoas, no máximo, e com um distanciamento de, pelo menos, dois metros entre si, bem como equipamentos de protecção para todos, como máscaras, batas, luvas, viseiras e distribuição de gel desinfectante. Por outro lado, deve existir a «garantia de condições higiénicas e de desinfecção adequadas, tanto nas instalações sanitárias, como nos corredores e salas de aula» e assegurar-se o «resguardo dos docentes que, por idade ou situação clínica, integram grupos de risco, não podendo ser chamados ao trabalho presencial».

A Fenprof apela, igualmente, à contratação de docentes, de modo a permitir o «desdobramento de turmas» e também «a substituição dos que tiverem de se manter confinados».

«Contudo, uma abertura extemporânea acarretaria mais problemas do que vantagens, levando a perder todo o enorme esforço que tem vindo a ser pedido aos portugueses e por estes assumido. Ou seja, qualquer precipitação criaria um problema que não se resolveria com arrependimento», pode ler-se na mesma nota enviada às redacções.

Salienta ainad que as «decisões sobre encerramento e abertura dos estabelecimentos de educação e ensino deverão depender do parecer favorável das autoridades de saúde, suportado na posição de epidemiologistas e outros especialistas de saúde pública e nunca de motivações alheias a este que terá de ser o interesse prevalecente».

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Após o regresso de aulas presenciais, «caso se verifique o agravamento do surto epidemiológico deverá essa decisão ser revertida», defende, acrescentando ainda que «dado que o regresso à actividade presencial em segurança terá implicações a nível das condições de trabalho e da organização da actividade, a Fenprof não dispensa o direito de participar na elaboração da legislação, no âmbito de um processo de negociação colectiva, previsto na Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas e no Estatuto da Carreira Docente».

Recorde-se que as escolas estão encerradas desde 16 de Março, quando o Governo decidiu suspender todas as actividades lectivas presenciais, e os alunos trocaram a sala de aula por um espaço na sua casa e passaram a ter aulas online e a receber os trabalhos por e-mail ou pelo correio.

O terceiro período arrancou a 14 de Abril e a telescola começou esta segunda-feira, 20 de Abril. A primeira fase de exames decorre entre 6 e 23 de Julho e a segunda fase de 1 e 7 de Setembro.

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Em Portugal morreram 928 pessoas das 24.097 confirmadas como infectadas, e há 1.329 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de Março. O Governo anunciou a proibição de deslocações entre concelhos no fim de semana prolongado de 1 a 3 de Maio.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Presse”, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 206 mil mortos e infectou quase três milhões de pessoas em 193 países e territórios. Perto de 810 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

*Notícia actualizada às 17:26 

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