Médio Oriente: Israel recusa cessar-fogo com Hezbollah ao negociar com Líbano

Israel recusa discutir qualquer cessar-fogo com o movimento pró-iraniano Hezbollah durante as negociações com o Líbano, afirmou o embaixador israelita nos Estados Unidos, Yechiel Leiter.

Executive Digest com Lusa

Israel recusa discutir qualquer cessar-fogo com o movimento pró-iraniano Hezbollah durante as negociações com o Líbano, afirmou o embaixador israelita nos Estados Unidos, Yechiel Leiter.


Em comunicado, Leiter vincou na sexta-feira, na sequência de uma reunião com o homólogo libanês para organizar as conversações em Washington, que “recusa discutir um cessar-fogo com a organização terrorista Hezbollah”.


A reunião agendada para terça-feira visa estabelecer “uma trégua e uma data para o início das negociações entre Líbano e Israel sob orientação dos Estados Unidos”, segundo o comunicado emitido hoje pelo gabinete da Presidência do Líbano.


A confirmação do encontro surge depois de o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter anunciado, na quinta-feira, o início de negociações diretas com o Governo libanês destinadas a desarmar o grupo xiita Hezbollah e estabelecer “relações pacíficas” entre os dois países.


Também na quinta-feira, o Líbano manifestou a intenção de obter um cessar-fogo antes do início de qualquer negociação, segundo uma declaração prestada por um elemento do Governo à agência France Presse (AFP).

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O Ministério da Saúde libanês informou entretanto que os ataques israelitas de quarta-feira mataram, pelo menos, 357 pessoas e deixaram 1.223 feridas, no dia mais sangrento desde o recomeço da guerra entre Israel e Hezbollah, em 02 de março.


O Exército israelita afirmou, por seu turno, que esses ataques mataram mais de 180 combatentes do Hezbollah.


Os ataques ocorreram depois de acordado um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, para abrir espaço a negociações sobre o conflito que atinge a região do Golfo desde 28 de fevereiro

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Washington e Telavive argumentaram que o cessar-fogo não se aplica ao Líbano, apesar do Paquistão, país mediador, ter inicialmente indicado o contrário.


 


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