Fim da linha para Orbán? Oposição lidera sondagens na Hungria, mas indecisos deixam eleições em aberto

Segundo o estudo do Instituto Publicus, o Tisza, liderado por Péter Magyar, reúne 52% das intenções de voto entre os eleitores que já decidiram, contra 39% do Fidesz — um sinal de que Orbán enfrenta o maior desafio político em 16 anos de poder

Francisco Laranjeira

O partido de centro-direita Tisza surge na frente das intenções de voto na Hungria, ultrapassando o Fidesz, do primeiro-ministro Viktor Orbán, a poucos dias das eleições legislativas. A informação é avançada pela ‘Reuters’, com base numa sondagem publicada pelo jornal ‘Nepszava’.

Segundo o estudo do Instituto Publicus, o Tisza, liderado por Péter Magyar, reúne 52% das intenções de voto entre os eleitores que já decidiram, contra 39% do Fidesz — um sinal de que Orbán enfrenta o maior desafio político em 16 anos de poder.

Vantagem da oposição — mas cenário longe de fechado

Quando considerados todos os eleitores, incluindo indecisos, a vantagem do Tisza mantém-se, mas é mais reduzida: 38% contra 29% do partido no poder.

Ainda assim, o dado mais relevante poderá estar noutro número: cerca de 25% dos eleitores dizem não saber ainda em quem vão votar, o que mantém o desfecho das eleições de domingo completamente em aberto.

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Tendência consistente nas últimas semanas

Os dados mais recentes confirmam uma tendência que se tem consolidado ao longo das últimas semanas. Várias sondagens colocam o Tisza à frente do Fidesz, embora com margens variáveis.

Em alguns estudos, a vantagem da oposição ultrapassa os dez pontos percentuais, enquanto noutros se reduz, refletindo a volatilidade do eleitorado.

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Maior teste ao poder de Orbán

As eleições deste domingo são vistas como o teste mais exigente à liderança de Viktor Orbán desde que regressou ao poder, em 2010.

O crescimento do Tisza, liderado por um ex-membro do próprio governo, alterou o equilíbrio político e introduziu um fator de imprevisibilidade num sistema até agora dominado pelo Fidesz.

Com um elevado número de indecisos e uma campanha marcada por polarização, o resultado permanece incerto — e poderá depender dos votos que ainda estão por conquistar nos últimos dias.

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