O rio alemão Reno, muito importante para o transporte de carvão, peças automóveis, alimentos e milhares de outros produtos, corre o risco de secar, uma vez que a chuva da primavera não se fez sentir como de costume na região, para esta época do ano, de acordo com a agência ‘Bloomberg’.
Nesta altura do ano, sobretudo no mês de Abril que normalmente é um dos meses mais chuvosos, o rio recebeu apenas 5% da chuva que costuma receber normalmente, segundo o serviço federal de meteorologia da Alemanha. Desta forma, Abril está em vias de ser o mês mais seco desde que os registos começaram em 1881.
Para além da vegetação amarelada que se verifica, ao contrário do verde exuberante normalmente sentido na primavera, o período de seca fez diminuir os níveis de água no rio Reno, um canal que transporta matérias- primas para as fábricas da Alemanha, provocando preocupações de que os principais bens industriais possam ter dificuldades em chegar ao seu destino.
O rio está agora no seu nível mais baixo para Abril desde 2011. «Se não obtivermos mais chuva em Maio, então estamos a olhar para um ano de condições graves de seca», disse Andreas Friedrich membro da equipa do serviço meteorológico federal alemão.
Com a sua origem no alto dos Alpes suíços, o Reno tem mais de 1.300 quilómetros de comprimento e transporta contentores de carga para algumas das zonas industriais mais importantes da Europa. O Rio tem sido alimentado pelo derretimento dos glaciares, contudo a sua contribuição diminuiu nos últimos anos.
Em Outubro de 2018, o nível da água do rio registou uma queda de alguns centímetros, perto da vila de Kaub, interrompendo o fluxo de combustíveis e mercadorias de e para o centro industrial do sul da Alemanha. O impasse foi grave o suficiente para prejudicar o crescimento económico alemão e enfatizar a forma como até as economias mais avançadas estão a sentir o impacto das alterações climáticas.
No ano passado, o Ministério dos Transportes da Alemanha anunciou planos para garantir que o Reno permaneça navegável para navios industriais, mesmo quando o nível das águas continua a cair de ano para ano. O esquema inclui novos sistemas de alerta precoce e drenagem de algumas das partes mais superficiais do rio.
Simon Lee, climatologista da Universidade de Lendo, refere que: «Associamos esse efeito às ondas de calor do verão», disse acrescentando contudo que «o mecanismo é o mesmo e à medida que o calor aumenta os impactos desses períodos quentes no início da temporada podem tornar-se mais significativos».














