Repatriamento de portugueses retidos em navio desde Janeiro é «responsabilidade da empresa», diz Augusto Santos Silva

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse, em entrevista à “SIC”, que o repatriamento dos  oito portugueses retidos, desde Janeiro, num navio de cruzeiro Costa Atlântica, de bandeira italiana, atracado em Nagasaki, Japão, é «responsabilidade da empresa» para a qual trabalham.

Executive Digest

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse, em entrevista à “SIC”, que o repatriamento dos  oito portugueses retidos, desde Janeiro, num navio de cruzeiro Costa Atlântica, de bandeira italiana, atracado em Nagasaki, Japão, é «responsabilidade da empresa» para a qual trabalham.

A situação está a ser acompanhada pela Embaixada de Portugal em Tóquio. «A embaixada acompanhará e apoiará os portugueses e verificaremos quais são as melhores condições para terem o tratamento hospitalar de que necessitem e se necessitarem», assegurou Santos Silva.

Dois dos oito portugueses retidos no navio estão infectados com Covid-19, avançou a SIC. Segundo a estação de televisão, estão 623 pessoas dentro do navio, tendo mais 100 testado positivo para o novo coroanvírus.

Os portugueses são funcionários de uma empresa de manutenção que garantiu à “SIC” que está em contacto com o Governo japonês. Ainda não há data para o regresso dos cidadãos portugueses.

De acordo com o canal, o navio deveria ter atracado na China para fazer a manutenção em terra. Contudo, foi obrigado a seguir para o Japão devido à pandemia da Covid-19. Desde então, está atracado.

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A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Presse”, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 204 mil mortos e infectou mais de 2,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Perto de 800 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal morreram 903 pessoas das 23.864 confirmadas como infectadas, e há 1.329 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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*Notícia actualizada às 10:23

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