Com o despontar da crise da Covid-19, as empresas exigem receber já do Estado 554 milhões em atraso, mais 6,9% do que no mesmo período do ano passado. Em causa estão todas as dívidas com mais de 90 dias a fornecedores, avança o “Jornal de Negócios”.
O repto foi deixado por cerca de 1.400 empresas que aderiram à iniciativa Compromisso de Pagamento Pontual, promovida pela Confederação Empresarial de Portugal, pela Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica e pela Associação Cristã de Empresários e Gestores, que querem também que o Estado diminua os prazos de pagamentos para menos de 30 dias, explica o jornal.
De acordo com o “Jornal de Negócios”, esta não é uma exigência nova, uma vez que durante a discussão do Orçamento do Estado para 2020, este mesmo grupo de empresas queria que o Governo assumisse a liquidação de todas as dívidas com mais de 90 dias ou que, pelo menos, definisse um calendário para o fazer, lembra. Agora, voltam à carga: «Não é aceitável que o Estado apoie por um lado a economia e, por outro lado, penalize as empresas com pagamentos com mais de 90 dias de atraso do prazo acordado e não introduza a liquidez tão necessária à economia».
O jornal escreve ainda que, se forem consideradas dívidas a mais de 90 dias e no conjunto das Administrações Públicas, o valor sobe para 613 milhões de euros, dos quais mais de metade (377 milhões de euros) são dívidas dos Hospitais EPE.
As sociedades pedem também às administrações locais e regionais locais para que «não cedam à tentação de atrasar pagamentos» e deixam um conselho às empresas: acordar prazos de pagamento alinhados com a liquidez, para permitir a gestão da tesouraria pelos seus fornecedores.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Presse”, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 204 mil mortos e infectou mais de 2,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Perto de 800 mil doentes foram considerados curados.
Em Portugal morreram 903 pessoas das 23.864 confirmadas como infectadas, e há 1.329 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.










