Portugal tem conquistado, ao longo dos últimos anos a atenção de pessoas de vários pontos do planeta, sejam turistas ou investidores. É visto como um país seguro, desenvolvido a nível tecnológico, com políticas que incentivam o investimento estrangeiro, além de ser gabado pelas boas condições metereológicas, entre outros. E é dessa boa reputação que Portugal espera colher frutos no pós-pandemia.
Em entrevista à Bloomberg, o ministro da Economia português admite que o Governo está a discutir formas de reabrir o sector da restauração e do turismo, ainda que com algumas restrições. Lembra a necessidade de limitar o número de pessoas nos estabelecimentos, por exemplo.
«Será duro», afirma Pedro Siza Vieira, adiantando que a indústria deverá, provavelmente, depender mais de turistas locais ao mesmo tempo que apontará a mercados tradicionalmente emissores, como é o caso de Espanha, França, Reino Unido e Norte da Europa.
«Provavelmente, iremos olhar para os nórdicos e publicitarmo-nos como um local seguro onde o sistema de saúde é forte e onde os turistas podem esperar níveis elevados de saúde e segurança», diz o ministro.
Dados do World Travel & Tourism Council colocam Portugal entre os países cuja economia mais depende do turismo, sendo esta actividade responsável por 19,1% do PIB. Portugal fica apenas atrás do Chipre (21,9%) e da Grécia (20,6%).
A Bloomberg sublinha ainda um em cada cinco postos de trabalho em território nacional correspondem a este sector e que cerca de 85% dos trabalhadores deverão ser dispensados temporariamente, já este mês.
A esperança de Pedro Siza Vieira é suportada pelo Global Peace Index, segundo o qual Portugal é o terceiro país mais seguro do Mundo. Aliado ao Serviço Nacional de Saúde, são características que poderão ajudar a atrair estrangeiros assim que as restrições e o confinamento começarem a ser levantados.
Pedro Siza Vieira nota ainda que Portugal agiu mais cedo do que grande parte dos países, fazendo com que a perturbação à actividade económica fosse menos significativa do que nos mercados onde as medidas de contenção foram aplicadas depois. Ainda assim, a recuperação será difícil: segundo o ministro, é assim sempre que os países se vêem a braços com constrangimentos tão drásticos.
«Esperamos uma recessão este ano e uma recuperação na segunda metade do ano, com uma retoma do ritmo no próximo», indica ainda.














