Em apenas um mês, a GLSMED Trade terá ganho 34,6 milhões de euros (via ajustes directos) com a ajuda do Governo e de outras entidades portuguesas. Segundo avança o Correio da Manhã, esta empresa do Grupo Fosun, dono de quase 100% do capital da Luz Saúde e de origem chinesa, foi a escolhida para assegurar que Portugal tinha os materiais de saúde necessários para enfrentar o novo coronavírus.
A mesma publicação indica que o Governo foi apanhado desprevenido no início da pandemia e que pediu a este grupo para agilizar o maior número de encomendas possível através da GLSMED Trade – que foi criada em 2015 para fornecer remédio e material médico ao Grupo Luz Saúde.
O Correio da Manhã revela que esta empresa tinha desenvolvido contactos privilegiados com os maiores fornecedores mundiais, em particular na China, e que tinha, por isso, os meios necessários para dar resposta às necessidades de hospitais no Continente e na Madeira. Além disso, mostrou ter os melhores preços (cerca de 49 cêntimos por máscara) e uma margem de lucro de 10% (inferior a toda a concorrência).
O primeiro ajuste directo, num valor superior a quatro milhões de euros, é feito a 23 de Março pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS). A informação é pública, estando disponível no no portal BASE, dedicado a contratos públicos.
Cinco dias depois, indica o mesmo jornal, um avião da TAP teve ordem para partir para Xangai, regressando no dia 30 de Março com um primeiro carregamento de um milhão de máscaras e milhares de testes. Ao todo, 13 toneladas de equipamento. O último ajuste directo data de dia 22 deste mês, no valor de 13,8 milhões de euros.
«A decisão de optar pelo ajuste directo é tomada exclusivamente pelo Estado, nos termos do Código da Contratação Pública», indica fonte oficial do Grupo Luz Saúde ao Correio da Manhã.













