Banco Alimentar recebe pedidos de ajuda de trabalhadores independentes e em lay-off

O Banco Alimentar conta com perto de 11 mil novas famílias na sua lista de portugueses a apoiar.

Revista de Imprensa

O Banco Alimentar conta com perto de 11 mil novas famílias na sua lista de portugueses a apoiar e, de acordo com o Jornal de Notícias, entre eles encontram-se trabalhadores independentes e em lay-off. A mesma publicação indica que, jutamente com os migrantes, são estes os novos pobres a pedir ajuda alimentar.

Além das 400 mil pessoas que já apoiava, o Banco Alimentar assume-se agora como parceiro também de mais 50 mil – que chegaram apenas no último mês. Através da Rede de Emergência Alimentar, criada em parceria com a Associação Entreajuda, 10.662 famílias tinham solicitado ajuda até à passada noite de quarta-feira, de acordo com números adiantados pela presidente Isabel Jonet ao JN.

«São pessoas que, de um momento para o outro, ficaram sem qualquer rendimento: trabalhadores independentes, por conta própria, da economia informal», conta.

Como resultado, o Banco Alimentar enfrenta dificuldades de stock. Segundo Isabel Jonet, os frescos abundam mas o mesmo não acontece com os produtos secos. A maioria deste tipo de produtos chega, habitualmente, das campanhas anuais realizadas nos supermercados mas a angariação de Maio não se realizará. As 2800 toneladas de produtos que constumam conseguir conquistar por esta altura não chegarão aos armazéns. A responsável explica que o reforço tem sido feito «com dinheiro angariado em campanhas e com doações» do sector da Distribuição.

Além do Banco Alimentar, também a Cáritas viu o número de pedidos de apoio a nível de refeições aumentar desde 18 de Março, quando muitos portugueses viram os seus rendimentos serem reduzidos.

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«A grande maioria das 20 Cáritas Diocesanas duplicaram o número de atendimentos», revela, ao JN, o seu presidente. Porto, Açores, Viseu, Guarda, Setúbal, Beja, Portalegre são exemplos de regiões abrangidas por esta nova realidade, que Eugénio Fonseca estima ser bem «pior, quando apurados os dados das paróquias».

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