No decorrer do período de Estado de Emergência nacional, compreendido entre os dias de 3 e 17 Abril, registou-se um «cumprimento alargado por parte dos cidadãos, uma cooperação geral com as forças de segurança e um clima de acatamento das normas vigentes». «Das centenas de iterações com os cidadãos, não foram registados incidentes», excepto alguns incumprimentos, informa o porta-voz da PSP e conferência de imprensa realizada na tarde desta sexta-feira.
A PSP informa que se registaram 118 detenções, uma média de oito por dia, das quais: 29 por desobediência à obrigação de confinamento domiciliário por parte de cidadãos infectados; 74 por incumprimento do dever geral de recolhimento domiciliário; uma por infracção às limitações de circulação inter-concelhias (nos Açores), sete por estabelecimentos que deviam estar encerrados e encontravam-se a laborar e seis por resistência e coação.
Realizaram-se cerca de 461 operações por dia, ou seja 6.928 operações policiais durante 15 dias, nas quais 90.613 cidadãos foram identificados, dos quais 25.500 eram idosos. Fiscalizaram cerca de 185 mil viaturas, uma média de 12 mil por dia. Foram ainda encerrados 394 estabelecimentos.
Na GNR, realizaram-se 66 detenções, 15 das quais por violação do confinamento obrigatório e 20 por violação à cerca sanitária de Ovar. Foram feitas 26.817 acções de fiscalização, 168 mil pessoas, com um controlo de cerca de 131 mil viaturas e cerca de 44 mil acatamentos em todas as áreas.
A GNR refere ainda que apreendeu cerca de 5.889 doses de haxixe e 130 doses de cannabis, com a consequente detenção de seis cidadãos.
Relativamente ao programa 65, dedicado aos idosos, foram contactados 13 mil idosos, dos quais se sinalizaram 78 casos a precisar de apoio de natureza psicológica fundamentalmente. Contactaram ainda 2100 reformados, 17 a necessitar de apoio, num total de 21 mil idosos. O porta-voz informa que fizeram ainda 31 descontaminações, em lares, centros de dia, hospitais, hotéis, entre outros.
O porta-voz da GNR, indica que «se fizermos uma análise à criminalidade e actuação policial no país existem baixas significativas» em relação a outros períodos. A GNR registou um decréscimo de 34,2% de ocorrências, 37,6% de crimes, 59% de detenções, 68% de acidentes rodoviários, «portanto se dúvidas houvessem o país está parado», afirma o responsável.
«Há regras que se mantém, tais como o dever de confinamento para todos os cidadãos e a obrigatoriedade de fazer tele-trabalho, dada a impossibilidade de laborar normalmente», refere o porta-voz da GNR.
Já a PSP refere que vai estar particularmente atenta às zonas balneares, «não hesitaremos em cortar o trânsito sempre que haja grandes aglomerações de pessoas», avisa o porta-voz.
Recorde-se que a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP) têm realizado, desde o início da pandemia da Covid-19 em Portugal, diversas operações de patrulhamento, sensibilização e fiscalização, em todo o Território Nacional, «com o objectivo de apoiar a população e garantir o cumprimento das normas do Estado de Emergência».






