A Netflix voltou a aumentar os preços das suas subscrições nos Estados Unidos, relatou a publicação ‘El Economista’, numa estratégia que poderá voltar a ter impacto em Portugal. A plataforma ajustou todas as suas tarifas, reforçando uma tendência que, nos últimos anos, tem sido frequentemente replicada nos mercados europeus.
Nos EUA, o plano Standard com anúncios passou a custar 8,99 dólares (cerca de 8,3 euros), enquanto o plano Standard subiu para 19,99 dólares (cerca de 18,5 euros) e o Premium aumentou para 26,99 dólares (cerca de 25 euros). Trata-se de mais uma revisão de preços depois de um aumento já aplicado no ano passado.
O padrão repete-se: historicamente, as atualizações nos Estados Unidos acabam por chegar a outros mercados, incluindo Portugal. Em Espanha, por exemplo, a última subida levou o plano com anúncios de 5,49 para 6,99 euros, o Standard para 13,99 euros e o Premium para 19,99 euros — valores muito próximos dos praticados atualmente em Portugal.
Tendência global de aumentos no streaming
A própria Netflix justifica os aumentos com a necessidade de investir em conteúdos e melhorar a experiência do utilizador. “À medida que oferecemos mais valor aos nossos assinantes, atualizamos os preços para reinvestir em entretenimento de qualidade”, explicou a empresa.
Mas a tendência vai além da Netflix. Plataformas como Spotify, HBO Max, Disney+ ou Amazon Prime Video têm vindo também a subir preços de forma consistente. Em Espanha, relatou o jornal especializado, os custos das subscrições aumentaram cerca de 81,7% desde 2015 — um indicador claro da escalada de preços no setor.
Portugal pode voltar a sentir o impacto
Em Portugal, os preços da Netflix têm acompanhado de perto esta evolução internacional, com sucessivas revisões ao longo dos últimos anos. O novo aumento nos Estados Unidos surge, assim, como um possível sinal do que poderá acontecer nos próximos meses.
Num contexto em que o streaming se tornou um serviço essencial para milhões de consumidores, a subida contínua de preços levanta uma questão inevitável: até onde podem ir as plataformas — e até quando os utilizadores estão dispostos a pagar mais?






