Covid-19. KPGM Portugal propõe corte de salário aos trabalhadores em troca de mês de descanso

A medida pretende evitar o recurso ao lay-off no contexto de quebra de actividade.

Executive Digest

A KPMG Portugal pediu aos seus funcionários para abdicarem de um mês de salário, em troca de um mês de descanso, para evitar o recurso ao lay-off no contexto de quebra de actividade, bem como despedimentos, avança o “Expresso”.

«A KPMG optou por não recorrer ao lay-off nem ao apoio à família (assumindo o pagamento integral a todos os colaboradores), porque considera que essa opção prejudicaria mais os trabalhadores relativamente a esta solução, nomeadamente na possibilidade de gerirem o impacto da redução e do tempo para cuidarem dos filhos devido ao encerramento das escolas», explicou fonte da auditora em Portugal, citada pelo Expresso.

De acordo com o semanário, esta é uma de várias medidas que estão a ser implementadas na empresa de auditoria e consultoria, liderada em Portugal por Sikander Sattar, para fazer face à quebra de receitas. E a adesão, segundo informações obtidas pelo “Expresso”; será voluntária, dependendo do acordo do funcionário.

Há várias modalidades em cima da mesa, sendo que poderá ser tirado um mês inteiro (22 dias úteis) ou ao longo do ano, às prestações (por exemplo, semanais), explica o jornal, acrescentando que à medida que for descontado o tempo de trabalho, será feita a retirada do salário. A opção de redução do horário de trabalho sem remuneração «é temporária e igual para todos, excepto a partnership, a quem é aplicado o corte, mas continua a trabalhar».

Segundo o último relatório de transparência (relativo a 2018), o grupo tinha 1.060 trabalhadores em Portugal, com escritórios em Lisboa, Miraflores e Porto, contando com 35 sócios.

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Em cima da mesa está também o congelamento dos aumentos salariais, com excepção dos escalões mais baixos, que irão receber uma subida simbólica da remuneração. Também não haverá distribuição de bónus pelo desempenho no ano nos moldes definidos até aqui. «No actual contexto, a falta de visibilidade sobre o futuro levou a priorizar o emprego de todos e, para isso, motivou a decisão de manter aumentos salariais apenas para os trabalhadores com salários mais baixos e fazer o congelamento de todos os outros. Adiantou-se ainda que não é possível assegurar, para já a totalidade da remuneração variável prevista, já que esta é sempre calculada no final do ano fiscal em função dos resultados (Setembro)», explica a mesma fonte da empresa.

Portugal regista já 22.353 casos de infecção pelo novo coronavírus, mais 371 do que ontem, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde, divulgado nesta quinta-feira, que dá conta de 820 vítimas mortais (+35).

O Governo decretou o estado de emergência a 19 de Março, que já foi prorrogado duas vezes, estando previsto agora o seu fim a 2 de Maio. O diploma prevê a possibilidade de uma «abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais».

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A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Press”, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 190 mil mortos e infectou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios, com mais de 708 mil doentes considerados curados.

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