O Conselho de Direitos Humanos da ONU reúne-se de emergência esta quarta-feira para discutir os ataques do Irão contra países do Golfo e o seu impacto nos direitos humanos na região, anunciou a organização.
“Um grupo de países pretende apresentar um projeto de resolução ao Conselho como parte deste debate urgente”, disse o porta-voz do Conselho dos Direitos Humanos, Pascal Sim, numa conferência de imprensa realizada ontem em Genebra, na Suíça.
Este projeto de resolução aborda as “consequências para os direitos humanos do ataque perpetrado pela República Islâmica do Irão contra o Bahrein, o Kuwait, Omã, o Qatar, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e a Jordânia”, acrescentou.
O porta-voz indicou ainda que o presidente do Conselho dos Direitos Humanos recebeu uma carta assinada pelo Irão, China e Cuba a solicitar um debate urgente “sobre a proteção das crianças e das instituições de ensino em conflitos armados internacionais”.
A mesa do Conselho — que realiza a sua sessão anual em Genebra até ao final do mês — vai examinar hoje este pedido, acrescentou.
Vários países do golfo Pérsico foram atacados pelo Irão nos últimos dias, sendo também objeto de novas ameaças de Teerão.
Na segunda-feira, a Arábia Saudita foi alvo de dois mísseis balísticos, um dos quais foi intercetado enquanto o outro caiu numa zona desabitada.
Nos Emirados Árabes Unidos também foram ouvidas explosões, quando foram intercetados mísseis e drones pelos sistemas de defesa aérea, e no Bahrein, o Ministério do Interior emitiu um alerta a pedir aos cidadãos para se dirigirem a locais seguros.
Além disso, o Irão ameaçou lançar “minas navais” no golfo Pérsico, caso EUA e Israel ataquem as suas costas ou ilhas e a imprensa estatal iraniana publicou listas de potenciais alvos nas infraestruturas energéticas no Médio Oriente, caso o Presidente dos EUA, Donald Trump, cumpra a ameaça de destruir centrais elétricas iranianas.
O Irão tem atacado bases militares norte-americanas, bem como infraestruturas civis, nomeadamente aeroportos, portos e instalações petrolíferas em vários países do Golfo, em resposta a ataques semelhantes no país por parte de Israel e dos Estados Unidos.











