O Brasil registou, esta quinta-feira, aquele que foi, até à data, o pior dia no que ao número de mortes provocadas pela pandemia de Covid-19 diz respeito. Houve a lamentar 407 vítimas mortais, segundo os dados divulgados pelo Ministério da Saúde.
No total, o país soma 3.313 óbitos e 49.492 mil casos confirmados da doença. A atualização foi divulgada esta tarde pelo Ministério da Saúde.
As novas mortes marcaram um aumento de 14% em relação a ontem quando foram registados 2.906 falecimentos. A percentagem mais do que duplicou face ao número divulgado ontem em relação a terça-feira, de 6%.
Já a quantidade de pessoas infectadas teve uma subida de 8,2% em relação a ontem, quando foram contabilizados 45.757 pacientes nessa condição.
São Paulo mantém-se como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos (1.345). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (530), Pernambuco (312), Ceará (266) e Amazonas (234).
As mortes provocadas pelo novo coronavírus no Brasil têm duplicado, em média, num intervalo de cinco dias, informou uma nota técnica da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), instituição brasileira de referência no controlo de epidemias.
O levantamento levou em conta o crescimento diário dos casos de covid-19 nas semanas de 29 de março a 04 de abril, 05 a 11 de abril e 12 a 16 de abril, no Brasil.
Nestes períodos, o país teve uma taxa maior de número de casos do que a registada nos Estados Unidos da América e no Equador, países com taxas altas de disseminação da pandemia, onde o intervalo para essa duplicação, em período similar, seria de seis dias.
Em Itália e Espanha, dois países europeus severamente afetados pela pandemia, a taxa estava em oito dias.






