AESE BUSINESS SCHOOL: Novos desafios da liderança empresarial

A formação executiva continua a assumir um papel central no desenvolvimento de líderes preparados para contextos empresariais cada vez mais exigentes e tecnológicos.

Executive Digest

A formação executiva continua a assumir um papel central no desenvolvimento de líderes preparados para contextos empresariais cada vez mais exigentes e tecnológicos.

Num contexto empresarial marcado por mudanças rápidas, novas exigências de liderança e pela crescente integração da inteligência artificial na gestão, a formação executiva assume um papel cada vez mais relevante na preparação de gestores para ambientes de decisão complexos. O desenvolvimento de competências estratégicas, a capacidade de adaptação e uma visão humanista da liderança tornaram-se factores centrais para quem lidera organizações num cenário de incerteza permanente.

É neste enquadramento que programas de formação executiva procuram responder às novas necessidades das empresas, combinando actualização de conhecimento, desenvolvimento pessoal e contacto com realidades empresariais diversificadas. A aproximação entre escolas de negócios e organizações tem vindo a intensificar-se, numa tentativa de alinhar conteúdos académicos com os desafios concretos enfrentados pelos gestores no terreno.

No caso do AESE Executive MBA, essa ligação ao tecido empresarial assume um papel central na estrutura do programa. Como explica Agostinho Abrunhosa, director do programa, «as empresas com quem trabalhamos e que enviam os seus gestores para o AESE Executive MBA estão cada vez mais focadas em gerar impacto directo, continuado e mensurável».

Segundo o responsável, esse processo traduz-se numa actualização permanente e, entre as áreas que têm vindo a ganhar maior peso na formação, destacam-se a análise de dados aplicada à tomada de decisão, a gestão da inovação, a liderança de equipas de alta performance e o pensamento estratégico. O objectivo é preparar gestores capazes de actuar em contextos complexos e incertos, onde as decisões têm impacto directo no desempenho das organizações.

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Neste processo, o Método do Caso continua a ser um dos pilares da abordagem pedagógica do programa. Através da análise de situações reais de empresas de diferentes sectores e geografias, os participantes são desafiados a identificar problemas, avaliar alternativas e tomar decisões com base em informação incompleta. «Ao trabalhar com situações reais de empresas de vários sectores e geografias, os nossos participantes treinam a capacidade de identificar onde está o valor e as decisões de como o capturar, em ambientes de incerteza e com recursos limitados», sublinha Agostinho Abrunhosa.

O perfil dos participantes do programa reflecte também a diversidade de percursos e fases de carreira, reunindo gestores com idades entre os 28 e os 55 anos, provenientes de diferentes sectores e com responsabilidades distintas nas suas organizações.

«Para quem está a meio caminho de uma carreira longa, e que sabe que ainda tem 20 ou 30 anos de vida activa à sua frente, o MBA não é apenas uma actualização de conhecimentos: é uma oportunidade de se reposicionar, de descobrir novos propósitos e de construir um novo capítulo», refere o director do programa.

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Nesse sentido, a AESE tem vindo a reforçar componentes de acompanhamento individual, como os serviços de executive coaching e career advisory, que apoiam os participantes na definição dos seus objectivos profissionais e na ref lexão sobre os próximos passos das suas carreiras. Já através do elective track, podem personalizar até cinco dias completos de formação, escolhendo módulos alinhados com os seus objectivos de desenvolvimento», explica Agostinho Abrunhosa.

Num momento em que a tecnologia assume um papel cada vez mais relevante na gestão, a integração da inteligência artificial na formação de gestores tornou-se igualmente uma prioridade. No entanto, a abordagem da escola procura equilibrar essa dimensão tecnológica com uma visão humanista da liderança.

«Formamos líderes com base numa matriz de valores que coloca as pessoas no centro – a integridade, o espírito de serviço, a excelência profissional e uma visão ética do papel do gestor na sociedade», afirma Agostinho Abrunhosa, acrescentando que esta orientação faz parte da identidade da instituição desde a sua fundação, em 1980, com o apoio do IESE Business School.

«A opção estratégica que fizemos foi integrar a IA de forma transversal nas disciplinas nucleares do programa», complementa o responsável.

Paralelamente, a escola criou uma iniciativa dedicada à investigação e ref lexão sobre o impacto da inteligência artificial na gestão e nas organizações, envolvendo o corpo docente no estudo destas transformações e no desenvolvimento de novos conteúdos formativos.

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O AESE Executive MBA, que tem na componente internacional uma semana de aulas em instituições como o IESE Business School, em Barcelona, ou a Universidade de Meiji, em Tóquio, conta com acreditações internacionais relevantes, nomeadamente da AMBA e da EFMD. Atualmente, a comunidade Alumni ultrapassa os 9.000 profissionais.

Este artigo faz parte do Caderno Especial “MBA, Pós-graduações & Formações de Executivos”, publicado na edição de Março (n.º 240) da Executive Digest.

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