A ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, adiantou que o plano «com datas e condições» para o levantamento de medidas será apresentado na próxima quinta-feira, dia 30 de Abril.
«Temos de ter consciência que temos pela nossa frente trabalho de proposta de levantamento das medidas, avaliação desse impacto e depois correcção ou avanço para uma fase seguinte. Não é possível estarmos hoje a dizer o que vai acontecer em Junho, Julho e Agosto», disse a ministra, que falava na conferência de imprensa pós Conselho de Ministros.
«São sempre planos sujeitos a avaliação permanente dos efeitos na avaliação permanente na pandemia nestas medidas», sublinhou, acrescentando que a avaliação será feita «de 15 em 15 dias».
No debate quinzenal, o primeiro-ministro já havia defendido, ontem, que as medidas restrictivas devem ser levantadas «de forma gradual, com uma cadência de quinze em quinze dias, deve ser progressiva, sector a sector, evitando a aglomeração em determinados pontos ou locais, com gestão crítica da rede de transportes públicas, com melhoria da oferta e procura horário desfasada».
António Costa admitiu que podemos vir a ter Maio e Junho como «meses de transição» para um progressivo «desconfinamento», alertando que «desconfinamento não é o voltar à vida que tínhamos em Fevereiro».
O primeiro-ministro adiantou que na próxima terça-feira, dia 28, haverá uma nova reunião com especialistas, para avaliar os passos seguintes, prometendo um «calendário» para o desconfinamento. «É importante que as pessoas comecem a ver a luz ao fundo do túnel. (…) Mas também é importante que estejam preparadas para recuar», alertou, sublinhando que «quando formos libertando estas restrições nada vai ser como antes» e que «para podermos andar nos transportes públicos, temos de usar máscara. Para ir à escola, temos de usar máscara. Para ir aos restaurantes, a lotação não pode ser a mesma de antigamente».
Decisão sobre creches e aulas para 11.º e 12.º ano para a semana
Mariana Vieira da Silva voltou ainda a reafirmar que o plano do Governo é apresentar o calendário para a reabertura de creches e aulas presenciais para os alunos do 11.º e 11.º anos na próxima segunda-feira, dia 27 de Abril. Mas, para já, «não foi indicada nenhuma data».
«Não me parece que possamos dizer o que abre primeiro num plano que ainda não foi apresentado», reiterou, dizendo que «o Governo tomará todas as decisões em articulação com as diferentes associações, sectores e representantes de pais». «É preciso esperarmos pela próxima semana para podermos apresentar como estas situações evoluirão», defendeu a ministra.
António Costa havia dito, ontem, que «a informação que virá dos especialistas no próximo dia 28» permitirá «tomar decisões com segurança no dia 30 para abrir aulas presenciais para os alunos ainda neste ano lectivo». O primeiro-ministro referia-se aos alunos do 11.º e 12.º anos.
Recorde-se que as escolas estão encerradas desde 16 de Março, quando o Governo decidiu suspender todas as actividades lectivas presenciais, e os alunos trocaram a sala de aula por um espaço na sua casa e passaram a ter aulas online e a receber os trabalhos por e-mail ou pelo correio.
O terceiro período arrancou a 14 de Abril e a telescola começou esta segunda-feira, 20 de Abril.
As emissões diárias são transmitidas na RTP Memória, acessível por cabo ou satélite e por Televisão Digital Terrestre nas seguintes posições: TDT – posição 7, MEO – posição 100, NOS – posição 18, Vodafone – posição 17 e Nowo – posição 13.
Há actividades lectivas todos os dias úteis da semana, das nove horas da manhã até às 17:50 horas. Cada aula tem a duração de 30 minutos e vão ser dadas a alunos de dois anos em conjunto (1.º e 2.º), (3.º e 4.º), (5.º e.6.º), (7.º e 8.º) e 9.º ano.
A emissão de cada dia dos módulos individualizados está disponível online e é ainda disponibilizada uma aplicação móvel com todos os conteúdos.
O #EstudoEmCasa também está no YouTube, através de cinco novos canais. Há aulas do pré-escolar ao ensino secundário.
A RTP 2, por sua vez, transmite conteúdos para crianças do pré-escolar, entre os três e os seis anos.
Portugal regista já 22.353 casos de infecção pelo novo coronavírus, mais 371 do que ontem, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde, divulgado nesta quinta-feira, que dá conta de 820 vítimas mortais (+35).
O Governo decretou o estado de emergência a 19 de Março, que já foi prorrogado duas vezes, estando previsto agora o seu fim a 2 de Maio. O diploma prevê a possibilidade de uma «abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais».
A pandemia de Covid-19 já matou 183 mil pessoas e ultrapassou os 2,6 milhões de infectados em todo o mundo, desde que surgiu em Dezembro na China, segundo um balanço da “Agence France-Press”, às 11 horas, a partir de dados oficiais. Pelo menos 696.700 pessoas foram consideradas curadas pelas autoridades de saúde.
*Notícia actualizada às 16:16













