As autoridades, empresas e sindicatos italianos estão a preparar gradualmente o regresso à normalidade e por conseguinte ao trabalho, suspendendo a partir do dia 4 de Maio, as restrições de transporte implementadas devido à pandemia da Covid-19, avança a agência ‘Reuters’.
Espera-se que 2,7 milhões de pessoas regressem ao trabalho no mesmo dia, sendo incentivados a utilizar o seu próprio carro, mota ou bicicleta, de acordo com uma autoridade do sindicato citada pela agência. Ainda assim, segundo a mesma fonte, 15% da população vai utilizar transportes públicos.
O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte indica: «Não podemos limitar-nos a exigir que empresas respeitem os protocolos de segurança no local de trabalho», disse acrescentando: «Temos de avaliar o número de trabalhadores envolvidos na reabertura das empresas, quantos utilizam os transportes públicos ou veículos particulares, a que horas e com que densidade», disse.
Algumas empresas decidiram aplicar medidas para ajudar no regresso à normalidade, como é o caso da construtora de navios ‘Fincantieri’ que reabriu parcialmente os seus oito estaleiros esta semana e fechou acordos com várias autoridades regionais e locais para a implementação de autocarros exclusivos para os trabalhadores que não têm veículo próprio.
Desta forma os funcionários residentes na região italiana da Ligúria, estão a ser transportados de autocarro directamente para o estaleiro a partir da estação ferroviária, sem quaisquer paragens, segundo Valentina Ghio, presidente do município italiano.
Os autocarros, frequentemente higienizados, transportam no máximo 30 pessoas, um terço do número habitual e o percurso, da estação ate à empresa, foi isolado para que os trabalhadores não se misturassem com os habitantes locais. Todos os funcionários são obrigados a utilizar máscara durante a viagem.
Na Toscana, a marca de luxo Gucci retomou esta semana a sua actividade, disponibilizando carros da empresa a um pequeno número de trabalhadores que não têm os seus veículos próprios, uma outra medida que pretende melhorar as soluções de transporte no regresso ao trabalho.
A rede do metro italiano transporta normalmente 1,4 milhões de pessoas por dia, contudo a sua capacidade será reduzida em 25% a 30% para garantir que as pessoas mantém um metro de distância umas da outras. Serão ainda implementados torniquetes na entrada para limitar o acesso, segundo Marco Granelli, conselheiro municipal responsável pela mobilidade.
Para além disso, o conselho da cidade de Milão divulgou esta semana um plano que inclui a ampliação das calçadas, extensão de ciclovias em 35 quilómetros e incentivo ao uso de scooters eléctricas «para evitar a circulação de mais de um milhão de carros nas ruas».














