É definitivo. Apartamentos de Berardo em Lisboa arrestados pelo Tribunal

Os juízes desembargadores não têm dúvidas de que Berardo usou uma sociedade de fachada para ocultar os bens que deveriam servir como garantia para as dívidas à caixa geral de depósitos, no valor de 400 milhões de euros.

Sónia Bexiga

A casa onde o empresário Joe Berardo vive atualmente em Lisboa e um outro imóvel que possui, também na capital, foram definitivamente arrestados pelo Tribunal da Relação, segundo noticia a SIC Notícias.

Segundo foi apurado, os juízes desembargadores não têm dúvidas de que o empresário madeirenses usou uma “sociedade de fachada para ocultar os bens que deveriam servir como garantia para as dívidas à caixa geral de depósitos, no valor de 400 milhões de euros”.



Os dois imóveis arrestados são um apartamento, onde reside, que se localiza numa das artérias principais da cidade, na Avenida Infante Santo, que tem 430 metros quadrados e é de tipologia T5, e um outro apartamento de luxo, sito no zona da Lapa, sendo que ambos estão nas mãos da ATRAM, uma sociedade imobiliária, criada em 2002, por Joe Berardo, que à data assumia 99,9% das ações desta empresa.

Em 2011, estas ações passariam a pertencer a Carolina Berardo, mulher do empresário, que, ainda assim, ocupou sempre o cargo de presidente do conselho de administração, com total controlo sobre a sociedade.

Para o Tribunal da Relação de Lisboa, no acórdão a que a SIC teve acesso, considera que as provas “são mais do evidentes de que Carolina Berardo era tão só a testa de ferro do marido, e que a ATRAM serviu apenas a intenção fraudulenta do empresário de ocultar os bens aos credores”.

Foi assim rejeitado, pelos desembargadores, o recurso apresentado por Berardo ao arresto, apresentado em dezembro último, pela Caixa Geral de Depósitos, a quem caberá agora avançar com uma ação principal para reclamar uma dívida de 400 milhões de euros.

A SIC contactou o advogado do empresário que afirmou desconhecer esta decisão e garante que terá resposta, Quanto ao arresto disse que “não vai mudar nada” sobretudo sobre o apartamento da Avenida Infante Santo.

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