Hotéis e restaurantes terão de obedecer às regras de um guia de boas práticas para retomarem a actividade. O documento está a ser preparado pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que pede o apoio do Governo para a aquisição de equipamentos de protecção individual e medidores de temperatura corporal.
A AHRESP, que reuniu ontem ao final da tarde com o Governo, defendeu que a reabertura dos sectores que representa dependem de duas condições: da definição de regras específicas nas áreas da saúde, higiene e segurança para clientes, trabalhadores e instalações, bem como de apoios às empresas, particularmente no que diz respeito à manutenção dos postos de trabalho, bem como à compra de equipamentos de protecção individual e medidores de temperatura corporal.
«Para transmitir confiança aos consumidores, será criado um selo distintivo, que indicará que as regras de funcionamento estão em conformidade com as disposições legais, suportadas por um Guia de Boas Práticas elaborado pela associação», explica em comunicado.
Este guia será enviado à Secretaria de Estado do Turismo com o objectivo de ser «articulado e validado por todas as entidades que têm responsabilidades nestes sectores, como a Autoridade para as Condições do Trabalho, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e a Direção-Geral da Saúde».
De acordo com a AHRESP, o guia abordará temas como a formação para empresários e trabalhadores; a reorganização dos espaços e capacidade máxima; as regras de controlo de entrada, como a medição de temperatura corporal (colaboradores e clientes); as regras de higiene pessoal; regras de distanciamento social; fardamento e equipamentos de protecção individual; regras de limpeza e desinfecção; preparação e confecção de alimentos; menus e serviço; procedimentos em caso suspeito: zona de isolamento e plano de contingência e requisitos específicos para self-service e buffets, take-away, delivery e drive-in.
«As medidas de apoio defendidas pela AHRESP são essenciais às empresas, que terão fortes constrangimentos na retoma gradual da sua actividade. Como consequência da redução de facturação na retoma, a associação considera que estas medidas são fulcrais para a continuidade da actividade das empresas e manutenção dos postos de trabalho», remata.
A nível global, segundo um balanço da “Agence France-Press”, a pandemia da Covid-19 já provocou mais de 181 mil mortos e infectou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 593.500 doentes foram considerados curados.
Portugal conta já com 21.982 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus e 785 óbitos, segundo o boletim epidemiológico da Direção Geral da Saúde desta quarta-feira, dia 22 de Abril.
O Governo decretou o estado de emergência a 19 de Março, que já foi prorrogado duas vezes, estando previsto agora o seu fim a 2 de Maio. O diploma prevê a possibilidade de uma «abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais».










