O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu esta segunda-feira que está a acompanhar atentamente quais os países que estão dispostos a ajudar Washington a reabrir o Estreito de Ormuz ao tráfego de petróleo, garantindo que está a “tomar nota” de quem apoia — e de quem se mostra relutante — na missão internacional, noticia o ‘Washington Times’.
Falando na Casa Branca, Trump explicou que vários países já manifestaram disponibilidade para colaborar com os EUA na tentativa de desbloquear a crise no Golfo Pérsico, enquanto outros continuam hesitantes. “Vários países disseram-me que estão a caminho. Alguns estão muito entusiasmados com isso, outros nem tanto”, afirmou.
O presidente americano sublinhou que muitas dessas nações dependem diretamente do estreito para garantir o abastecimento energético, razão pela qual considera natural que participem no esforço internacional. “Eles deviam estar aqui, muito felizes em ajudar-nos”, acrescentou.
Segundo o ‘Washington Times’, Trump tem feito pressão diplomática sobre vários aliados para que integrem uma eventual coligação destinada a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.
Apesar dessa pressão, alguns países têm demonstrado reservas quanto a um eventual envolvimento militar na região. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou esta segunda-feira que o Reino Unido está a estudar soluções para garantir a reabertura do estreito, mas garantiu que Londres não pretende ser “arrastada para uma guerra maior”.
Uma posição semelhante foi expressa pela líder japonesa Sanae Takaichi, que também indicou no Parlamento japonês que o país analisa a situação antes de assumir qualquer compromisso militar.
A atual crise no Golfo começou depois de os Estados Unidos e Israel terem lançado, a 28 de fevereiro, uma operação militar contra o Irão. Segundo a administração americana, o objetivo era desmantelar o programa de mísseis iraniano, impedir Teerão de desenvolver armas nucleares e travar o apoio do regime a grupos armados no Médio Oriente.
Em resposta, o Irão terá atacado instalações em países do Golfo e encerrado o Estreito de Ormuz, por onde passa uma parte significativa do petróleo transportado por via marítima no mundo.
Trump garantiu que as operações militares estão a decorrer de forma favorável para os Estados Unidos. “Eles foram literalmente aniquilados”, afirmou, acrescentando que as forças americanas já atingiram mais de 7.000 alvos militares e comerciais no Irão.
O presidente afirmou também que os ataques reduziram significativamente a capacidade iraniana de lançar mísseis. “Eles já não têm muitos mísseis”, disse.
Trump revelou ainda que as forças americanas destruíram infraestruturas na ilha iraniana de Kharg, um dos principais centros petrolíferos do país, embora os oleodutos tenham sido poupados até agora — uma decisão que, segundo o próprio, poderá ser revista rapidamente.
Entretanto, os mercados reagiram à evolução do conflito. Apesar de uma recente descida dos preços do petróleo, o Brent — referência internacional — continua a negociar acima dos 100 dólares por barril (cerca de 92 euros), refletindo a tensão persistente na região do Golfo.











