Irão: Ucrânia recebeu 11 pedidos de ajuda de EUA, Europa e Golfo sobre drones

A Ucrânia recebeu 11 pedidos dos Estados Unidos, da Europa e de países vizinhos do Irão para partilhar a experiência e capacidades para abater drones Shahed iranianos, anunciou hoje o Presidente Volodymyr Zelensky.

Executive Digest com Lusa
Março 9, 2026
14:54

A Ucrânia recebeu 11 pedidos dos Estados Unidos, da Europa e de países vizinhos do Irão para partilhar a experiência e capacidades para abater drones Shahed iranianos, anunciou hoje o Presidente Volodymyr Zelensky.


O Irão forneceu drones à Rússia para utilizar na guerra contra a Ucrânia que Moscovo desencadeou em fevereiro de 2022 com a invasão do país vizinho.


Teerão tem estado a usar o mesmo armamento para atacar os países do Golfo Pérsico desde que foi alvo de uma ofensiva militar por parte de Estados Unidos (EUA) e Israel, lançada em 28 de fevereiro.


“Até agora, há 11 pedidos de países vizinhos do Irão, de Estados europeus e dos Estados Unidos”, disse o chefe de Estado ucraniano nas redes sociais, segundo a agência de notícias espanhola EFE.


Zelensky explicou que os países estão interessados tanto nos drones intercetores e sistemas de guerra eletrónica desenvolvidos pelos ucranianos para enfrentar os Shahed iranianos, como em receber treino de especialistas ucranianos.


Referiu, sem dar mais detalhes, que a Ucrânia está disposta a ajudar quem a ajudou a salvar vidas e a proteger a independência da invasão russa.


Zelensky acrescentou que o Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia determinará, juntamente com as Forças Armadas, a quantos pedidos de ajuda “pode responder positivamente sem reduzir” as capacidades defensivas de que Kiev necessita.


Numa entrevista ao jornal norte-americano The New York Times, Zelensky declarou que já enviou drones intercetores e peritos ucranianos para a Jordânia, onde os Estados Unidos têm uma base militar.


Na mensagem de hoje nas redes sociais, Zelensky recordou que a República Islâmica do Irão e a Rússia se apoiam mutuamente.


Defendeu uma maior cooperação entre os inimigos de ambos os países, tanto para enfrentar drones e mísseis iranianos como para destruir as infraestruturas iranianas de produção de armamento.


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