Covid-19: Recuperados em Whuan testam novamente positivo, alguns até 70 dias depois

Na China, existem pessoas que supostamente já recuperaram da infecção por Covid-19, com dois testes negativos, e mais de 50 dias depois voltam a testar positivo para a doença, sem sintomas.

Simone Silva

A China tem enfrentado alguns obstáculos na tentativa de regresso à normalidade, depois da pandemia da Covid-19. Isto porque existem doentes que aparentemente já recuperaram da doença, com dois testes negativos, e voltam a testar positivo passados mais de 50 dias, 70 em alguns casos, de acordo com a agência ‘Reuters’.

Os cidadãos em questão não apresentam sintomas, nem qualquer evidencia de que tenham infectado outras pessoas, mas voltam a testar positivo «alguns até 70 dias mais tarde», sendo a média cerca de «50-60 dias» depois do primeiro teste negativo, segundo os médicos chineses.

A Reuters relata o caso de um doente que voltou a testar positivo 70 dias depois do primeiro teste positivo. «Não vimos nada como isto durante a SARS», disse o médico responsável. Na China, tal como em outros países, os pacientes apenas foram dados como curados depois da realização de dois testes negativos com pelo menos 24 horas de diferença. Contudo,os médicos chineses querem agora que seja aumentado para três testes negativos ou mais.

Os hospitais chineses registam dezenas de casos de pacientes que testaram novamente positivo, segundo a Reuters. Na Coreia do Sul, cerca de mil pessoas testaram positivo durante quatro ou mais semanas, tal como em Itália. Tendo em conta a diferença temporal entre os 14 dias que são actualmente considerados como período de contágio e que obrigam ao isolamento do doente e os relatos de mais de quatro semanas com testes positivos, os médicos em Wuhan estão a optar por manter os doentes em isolamento por um maior período de tempo.

As autoridades de saúde acreditam que se possa tratar de um período de isolamento «excessivo», sobretudo para os doentes que não têm o vírus, mas considerando a abertura da cidade e o regresso à normalidade «é preferível aumentar o isolamento e proteger a população», refere o presidente do hospital Jinyintan, onde foram tratados os doentes mais graves com a Covid-19, citado pela Reuters.

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Contudo ainda não se sabe se foram falsos negativos ou se são doentes que voltaram a ser infectados pela Covid-19. O médico chinês Zhao Yan garante que os doentes não foram «novamente infectados», já que cumpriram um período rigoroso de isolamento e mantiveram-se em quarentena. «Tenho a certeza que não foram novamente infectados», afirma.

 

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