O secretário de estado da saúde, António Sales, refere na conferência de imprensa diária da Direcção Geral da Saúde (DGS) desta quarta-feira, que desde o dia 1 de Março foram processadas mais de 288 mil amostras para testes da Covid-19, e na semana de 13 a 19 de Abril foram processadas em média 11.800 amostras por dia, existindo actualmente 56 laboratórios a fazer testes: 30 públicos, 13 privados e os restantes em outras instituições. O responsável indica que a reserva nacional mantém-se em mais de um milhão de testes em stock.
A linha SNS 24 recebe cerca de oito mil chamadas diárias, com um tempo de espera inferior a um minuto, sendo este serviço «que se tem reinventado e que continua a melhorar as suas respostas.
António Sales refere também que a partir de agora «os milhares de cidadãos surdos» vão passar a dispor de uma plataforma de atendimento por video-chamada, no centro de contacto SNS 24. A linha vai ter seis intérpretes de língua gestual portuguesa, que vão prestar atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana. O intérprete fará a mediação com o enfermeiro da linha SNS24, através de uma plataforma de atendimento de voz.
Este serviço resulta de uma parceria entre o Instituto Nacional para a Reabilitação, da Federação Portuguesa da Associação de Surdos, Serviços partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) e da Secretaria de Estado da inclusão das pessoas com deficiência, segundo o responsável.
Luís Góis Pinheiro, presidente da SPMS, também presente na conferência, explica que este serviço «vem equilibrar as diferenças que muitas vezes existem entre os cidadãos surdos e não surdos».
Em relação à época balnear, António Sales indica que não existe nenhuma decisão, ainda que estejam a ponderar de forma «progressiva e muito cautelosa» a abertura de sectores importantes para a economia portuguesa, sendo este um deles.
António Sales indica que já foram contratados mais de 1800 profissionais de saúde, no âmbito da pandemia da Covid-19, em contratos a termo certo por quatro meses, podendo ser prorrogáveis por igual período de tempo.
Na conferência estava também a directora geral da saúde, Graça Freitas, que indica que o aumento do número de casos suspeitos no dia 18 de Abril, aconteceu porque nesse dia 80% das notificações do sistema SINAVE eram laboratoriais, 40% das quais com uma validação de exame prévia à data. «Aconteceu um grande movimento de reporte de notificações que não tinham sido enviadas por serem negativas».
Relativamente ao SINAVE, Graça Freitas refere que pretende melhorá-lo, porque o sistema foi construído «para uma situação completamente diferente» daquela que acontece actualmente, refere dizendo que «todos os médicos e laboratórios têm a obrigação de notificar os casos positivos ou negativos no SINAVE», uma vez que só assim é possível acompanhar a evolução da epidemia.
A responsável indica também que o «acompanhamento dos lares está a ser muito melhor do que anteriormente», indicando que se um lar não tiver profissionais de saúde suficientes, será apoiado pelo agrupamento dos centros de saúde respectivo. Em relação às mortes em lares, a directora afirma que o número corresponde ao «total de óbitos em Portugal».
Em relação aos hóspedes do hostel em Lisboa que foi evacuado, Graça Freitas refere que há um centro de acompanhamento para refugiados que assegura o alojamento destas comunidades, dos 175 que estão na Ota, 138 testaram positivo, segundo Graça Freitas, que sublinha que a situação está a ser devidamente acompanhada e que as pessoas «estão bem de saúde».
No que diz respeito aos óbitos, Graça Freitas indica «Não há forma de não ter os óbitos registados», não existindo qualquer dúvida sobre os números. «O que nós fazemos para verificar a taxa de mortalidade é calcular as médias dos últimos cinco anos»
Neste sentido verificou-se quem em Janeiro, para todas as causas e idades houve menos 689 mortes do que nos últimos cinco anos, tal como em Fevereiro, menos 580, segundo a responsável, que indica que em Março registaram-se mais 542 mortes e em Abril mais 1.666.
Desde o inicio do ano até 21 de Abril, Graça Freitas indica que se verificaram mais 439 mortes, ainda que tenha havido um pico entre o dia 24 de Março e 4 de Abril, mas que «está a ser compensada, a mortalidade está a baixar, aproximando-se dos valores normais.
Portugal regista actualmente 21.982 casos de infecção por Covid-19, mais do 603 que no dia anterior e ainda 785 vítimas mortais, uma subida de 23 mortes face a terça-feira, segundo o boletim epidemiológico divulgado há instantes pela DGS.














