Pouco mais de um ano após ter comprado o Twitter, Elon Musk tomou uma das decisões mais controversas da história recente das redes sociais: mudar o nome da plataforma para X e abandonar o icónico logótipo do pássaro azul. A mudança foi criticada por vários especialistas em marketing, mas, segundo o ‘El Economista’, fazia parte de um plano mais amplo para transformar a antiga rede social num ecossistema digital muito mais abrangente.
De acordo com o site espanhol, o objetivo de Musk passa por converter o X numa chamada “superapp”, inspirada no modelo do WeChat, a plataforma dominante na China que combina rede social, pagamentos, serviços e aplicações numa única interface. A ambição é criar um espaço digital onde os utilizadores possam realizar praticamente todas as atividades online sem sair da aplicação.
Nos últimos meses, o X tem vindo a incorporar novas funcionalidades nesse sentido. A integração da inteligência artificial Grok foi um dos passos mais visíveis dessa estratégia, mas o projeto que mais atenção está a gerar é o X Money, uma nova plataforma de serviços financeiros integrada diretamente na aplicação.
Segundo o ‘El Economista’, o X Money permitirá aos utilizadores utilizar uma carteira digital dentro da própria rede social. Entre as funcionalidades previstas estão a possibilidade de depositar dinheiro, enviar e receber fundos entre utilizadores, ligar cartões de débito para realizar pagamentos entre pessoas (P2P) e transferir dinheiro de forma instantânea para contas bancárias.
A plataforma já iniciou uma fase beta limitada nos Estados Unidos para um grupo restrito de utilizadores. A operação conta com o apoio da Visa, que através do serviço Visa Direct — uma solução de transferências em tempo real — permitirá garantir transações rápidas e seguras dentro da aplicação.
Com esta integração, os utilizadores poderão adicionar dinheiro à carteira digital X Money, pagar outros utilizadores ou transferir fundos para contas bancárias diretamente a partir do que antes era apenas uma rede social. O objetivo é transformar o X numa plataforma central para comunicação, informação e serviços financeiros.
O projeto também beneficia da experiência anterior de Elon Musk no setor dos pagamentos digitais. O empresário esteve envolvido na criação do PayPal, um dos serviços pioneiros de pagamentos online, o que reforça a aposta na expansão do X para o universo financeiro.
Segundo o ‘El Economista’, a intenção é expandir gradualmente o X Money para outros mercados e competir diretamente com plataformas como PayPal, Venmo ou sistemas de pagamentos móveis utilizados em vários países. A ambição de Musk passa por transformar o X numa infraestrutura digital global que combine redes sociais, inteligência artificial e serviços financeiros num único ecossistema.








