A bolsa de Lisboa negociava em alta, com as ações da REN a liderar os ganhos e a subirem 1,63% para 3,75 euros, depois de a empresa ter anunciado um aumento de 4,8% dos lucros em 2025.
Cerca das 09:10 em Lisboa, o PSI mantinha a tendência da abertura e avançava 0,17% para 8.946,96 pontos, com 12 empresas a subir e quatro a descer a cotação.
Na quinta-feira, a REN anunciou que fechou 2025 com um aumento de 4,8% no resultado líquido, que atingiu 159,8 milhões de euros.
O resultado reflete, sobretudo, o aumento do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA), que se situou em 516,1 milhões de euros, uma subida de 10 milhões face ao período homólogo.
O lucro operacional do segmento doméstico atingiu os 490,5 milhões de euros, mais 1,4%, devido a “uma maior atividade de desenvolvimento de infraestruturas com o objetivo de concretização da transição energética em curso”.
Às ações da REN seguiam-se as da Mota-Engil e Jerónimo Martins, que se valorizavam 1,39% para 4,68 euros e 1,31% para 21,58 euros.
Também a subir, as ações da Corticeira Amorim, Ibersol e BCP avançavam 0,94% para 6,42 euros, 0,91% para 11,20 euros e 0,61% para 0,83 euros.
Com a mesma tendência, as ações dos CTT, Galp e EDP subiam 0,59% para 6,81 euros, 0,57% para 19,26 euros e 0,40% para 4,29 euros.
As outras três ações que também se valorizavam eram as da Semapa (0,23% para 21,90 euros), Altri (0,22% para 4,63 euros) e Navigator (0,06% para 3,32 euros).
Em sentido contrário, as ações da NOS, Sonae e Teixeira Duarte cediam 1,10% para 5,41 euros, 0,73% para 1,89 euros e 0,21% para 0,47 euros.
As ações da EDP Renováveis também baixavam, 0,16% para 12,84 euros.
As principais bolsas europeias abriram hoje em alta, com subidas em torno de 0,50% e a recuperar parcialmente das perdas registadas na quinta-feira, animadas com a estabilização do preço do petróleo.
O petróleo, que é o que está a movimentar os mercados nas últimas horas, mostra estabilidade neste momento, com uma leve subida de 0,04% no caso do Brent.
No mercado de matérias-primas, o Brent, o petróleo bruto de referência na Europa, para entrega em maio, subia ligeiramente para 85,58 dólares, contra 85,41 dólares na quinta-feira, mas mais 17,4% que na passada sexta-feira, antes do início do conflito no Médio Oriente (72,87 dólares).
O petróleo West Texas Intermediate (WIT), de referência nos EUA, desce 0,17% para 80,93 dólares.
O Departamento do Tesouro dos EUA poderá anunciar medidas destinadas a combater o aumento dos preços da energia devido ao conflito com o Irão, incluindo possíveis medidas relacionadas com o mercado de futuros do petróleo, segundo disse um funcionário da Casa Branca à CNBC.
Entretanto, os metais preciosos apreciam-se moderadamente.
Wall Street terminou na quinta-feira a ‘vermelho’, com o Dow Jones a cair 1,61% depois de uma sessão associada à subida do preço do petróleo, e o tecnológico Nasdaq a recuar 0,26%.
Na quinta-feira, depois de um início hesitante, as notícias sobre o possível interesse do Irão em negociar levaram os índices europeus a subir com força, mas depois a notícia de que o Irão tinha atacado um petroleiro e de que o estreito de Ormuz estava fechado provocou um forte aumento do preço do petróleo, o que, somado à abertura negativa de Wall Street, fez com que os índices europeus se revertessem.
Hoje, o Departamento de Trabalho dos EUA dará a conhecer o relatório de emprego não agrícola do mês de janeiro e os mercados esperam que no referido mês a economia dos EUA tenha continuado a criar novos postos de trabalho a um ritmo moderado e que a taxa de desemprego tenha permanecido estável em 4,3%.
Os investidores estarão muito atentos pela relevância dos dados para determinar a política monetária da Reserva Federal dos EUA (Fed).
O euro mantinha-se em 1,1610 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1609 dólares na quinta-feira e 1,1980 dólares em 27 de janeiro, um novo máximo desde junho de 2021.









