A Austrália quer que a Organização das Nações Unidas nomeie um investigador independente sobre a resposta mundial à pandemia e em particular à resposta inicial da China, onde o vírus da Covid-19 teve início, e da Organização Mundial de Saúde, avança o “Diário de Notícias” (DN).
A ideia, explica o jornal, partiu da ministra dos Negócios Estrangeiros australiana, Marise Payne: «Precisamos de conhecer o tipo de pormenores que uma análise independente nos permitiria identificar sobre a génese do vírus, sobre as abordagens para lidar com ele e sobre a abertura com que a informação foi partilhada».
«Tenho dúvidas de que a organização que tem sido responsável pela divulgação de grande parte do material de comunicação internacional e pela realização de grande parte do trabalho de investigação e envolvimento precoce, possa também assumir o papel de órgão de avaliação. Isso parece-me ser de um caçador furtivo e guarda ao mesmo tempo», afirmou a ministra, segundo o “Sydney Morning Herald”, citado pelo “DN”.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China negou a pretensão de um inquérito e disse mesmo que a Austrália não deve «seguir cegamente» os apelos a um inquérito global, numa referência aos Estados Unidos, que, na semana passada, anunciariam que iriam investigar a possibilidade de o vírus ter atingido a população humana devido a uma fuga num laboratório em Wuhan.
Já o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, acredita que «independentemente de onde um vírus possa surgir é importante para a saúde pública a nível global que haja transparência na forma como se pode ter acesso a esta importante informação mais cedo». «Não se trata de uma questão de crítica, mas sim de uma questão importante para a saúde pública», justificou.
A nível global, segundo um balanço da “Agence France-Press”, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 176 mil mortos e infectou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 567 mil doentes foram considerados curados.






