A Nova SBE, a Fundação “la Caixa” e o BPI renovaram a parceria estratégica no âmbito da Iniciativa para a Equidade Social, prolongando por mais três anos o programa que, desde 2019, tem vindo a reforçar a capacitação, o conhecimento e o reconhecimento do setor social em Portugal.
Ao longo dos primeiros seis anos de colaboração, a iniciativa envolveu um investimento superior a 4,4 milhões de euros, mobilizou 51 investigadores e profissionais, integrou seis centros de conhecimento da Nova SBE e impactou diretamente mais de seis mil pessoas.
A renovação, concretizada em 2025, reforça o compromisso das três entidades em aprofundar o impacto de longo prazo, consolidar o conhecimento produzido e desenvolver novas soluções para os desafios sociais do país.
Neste novo ciclo, foi reforçado o investimento na Base de Dados Social, com o objetivo de aprofundar a informação disponível e acelerar o crescimento e a estruturação das organizações sociais, e na Cátedra em Economia da Saúde, que irá expandir a sua atividade com a realização de eventos anuais, a produção de um podcast e a disponibilização pública dos relatórios produzidos.
Destaca-se ainda o projeto Portugal, Balanço Social, que está a preparar o lançamento de um website dedicado e a disponibilização online de todos os relatórios já produzidos, reforçando a transparência e o acesso à informação.
“Estes seis anos de parceria demonstram que a colaboração entre a filantropia e a academia pode gerar mudanças reais e duradouras’, sublinha Pedro Oliveira, Dean da Nova SBE, destacando que ‘a Iniciativa para a Equidade Social tornou a escola mais forte, os alunos mais preparados e o setor social mais reconhecido e capacitado’. ‘Com esta renovação, o projeto entra numa nova fase, mantendo viva a memória do caminho percorrido e lançando as bases para os próximos anos de transformação do setor social em Portugal”, conclui.
Para Artur Santos Silva, Curador da Fundação “la Caixa” e Presidente Honorário do BPI, investir na iniciativa significa “procurar soluções mais avançadas para transformar vidas concretas e fortalecer comunidades, num exemplo inovador de colaboração entre a universidade e a filantropia social”.
“Ao capacitar líderes e organizações, estruturar informação de qualidade e gerar conhecimento para melhores decisões, conseguimos criar impacto real e mensurável no setor social português, abrindo oportunidades e caminhos para uma sociedade mais justa e inclusiva”, afirma.
Entre 2019 e 2024, a iniciativa produziu resultados significativos: 19 relatórios, 19 notas informativas, 13 artigos científicos, dois livros publicados e 51 teses de mestrado desenvolvidas.
Foi ainda criado um ecossistema colaborativo que envolve organizações sociais, mentores, empresas e decisores públicos, reforçando a capacidade de ação conjunta no setor.
Outro eixo estruturante é a Base de Dados Social, atualmente com informação sobre mais de 36 mil organizações sociais – cerca de 50% do universo identificado em 2020 pelo INE e pela CASES na Conta Satélite. A plataforma promove maior transparência, melhor tomada de decisão e reforço da visibilidade do setor, sendo utilizada por cidadãos, organizações, empresas, fundações, investigadores e decisores políticos.
A iniciativa inclui ainda programas de capacitação como o Social Leapfrog, que já envolveu 46 organizações sociais em todo o país, e o programa Liderança Social para Gestores, que promove a criação de conselhos consultivos para apoiar a gestão das organizações. Esta última iniciativa já formou mais de 200 executivos.
No plano académico, a parceria integra duas cátedras estratégicas: a Cátedra em Economia da Saúde, liderada pelo professor Pedro Pita Barros, que produziu seis relatórios e 16 notas informativas ao longo da parceria; e a Cátedra em Finanças Responsáveis, coordenada pelo professor Miguel Ferreira, que desenvolveu ações de formação, organizou conferências, produziu dois relatórios sobre fintech, publicou nove artigos científicos e tem mais de oito papers em desenvolvimento.














