Investigadores da Harvard Medical School, dos Estados Unidos, creem que existirão períodos alternados, entre o isolamento e a abertura, até haver imunidade da população, adianta a revista “Science”, citada pelo “Correio da Manhã” (CM), que descarta assim a possibilidade de que o vírus tenha uma actividade sazonal curta.
Este estudo, liderado epidemiologia, Marc Lipsitch, defende que serão necessárias medidas de confinamento intermitente, até pelo menos 2022, refere o “CM”. «A duração e o nível de confinamento poderão ser reduzidos quando houver tratamento eficaz ou se descobrir uma vacina», explicou Marc Lipsitch, à “Science’”, sublinhando que, até lá, «será preciso alternar entre o isolamento e a abertura. Durante os períodos de abertura, haverá contaminação mais elevada. O vírus contagiará uma parte crescente da população, idealmente mais jovem e com menos riscos de morte. Isto contribui progressivamente para a imunidade colectiva, nível a partir do qual o vírus continua a circular, mas não encontra pessoas susceptíveis de contagiar».
Em declarações à “CMTV”, Jéssica Carvalho, que reside em Espanha, onde trabalha num supermercado, considera que «ainda é cedo» para levantar as medidas restritivas no país vizinho. «A normalidade ainda não é possível quando vemos que há cada vez mais casos de pessoas infectadas com a Covid-19 e que a epidemia ainda tem esta força toda», defendeu ainda.
Relatou também que a situação tem sido de difícil de gerir na sua área de trabalho: «As pessoas vêm de máscara e luvas, mas andam nervosas e enchem muito os carros. Não é fácil trabalhar assim».
A nível global, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 168 mil mortos e infectou mais de 2,4 milhões de pessoas em 193 países e territórios. A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Portugal regista, neste momento, 20.863 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus e o número de vítimas mortais subiu para 735, revela o último boletim da Direção-Geral da Saúde, divulgado nesta segunda-feira, 20 de Abril.
O Governo decretou o estado de emergência a 19 de Março, que já foi prorrogado duas vezes, estando previsto agora o seu fim a 2 de Maio. O diploma prevê a possibilidade de uma «abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais».








