Portugal tem-se assumido como um player relevante no ensino executivo europeu. A convicção é assumida por Maria José Amich, Diretora Executiva do The Lisbon MBA Católica|Nova, em entrevista à Executive Digest.
O The Lisbon MBA Católica|Nova voltou a afirmar-se como o melhor MBA em Portugal e alcançou a 24.ª posição na Europa no Global MBA Ranking 2026 do Financial Times, consolidando a sua presença entre os principais programas de formação executiva a nível mundial.
Em entrevista, a responsável fala sobre a consolidação da marca, o impacto da parceria com o MIT Sloan, o peso da internacionalização e os fatores que têm permitido ao programa afirmar-se num mercado cada vez mais competitivo.
O The Lisbon MBA Católica|Nova mantém-se como nº 1 em Portugal e integra o Top 25 europeu no ranking do Financial Times. O que significa, na prática, esta consolidação para a marca The Lisbon MBA?
Significa consistência na procura de excelência em todas as componentes dos nossos programas de MBA e, como resultado, um prestígio reconhecido internacionalmente. Estar no Financial Times Global MBA Ranking desde 2015, e manter-nos como nº 1 em Portugal e no Top 25 europeu, demonstra que o pograma tem uma proposta de valor sólida, sustentada no tempo e alinhada com os principais critérios de avaliação global.
Mais do que um reconhecimento pontual, é a validação de um percurso assente no rigor académico, na vocação e no alcance global, assim como na abordagem holística dos nossos MBAs, com impacto real na evolução profissional dos nossos Alumni. Esta consolidação reforça a credibilidade da marca junto de candidatos internacionais, de empresas recrutadoras e de parceiros institucionais, posicionando Portugal como um destino que atrai talento global.
Num contexto de crescente competitividade entre escolas europeias, o que tem permitido ao programa ganhar consistência e visibilidade internacional?
A consistência resulta de uma combinação clara: rigor académico, forte orientação internacional, foco na progressão de carreira e experiência transformadora para os alunos.
A parceria estratégica com o MIT Sloan School of Management nos Estados Unidos, que surge recorrentemente entre os melhores MBAs do mundo, é um elemento central dessa diferenciação, ao proporcionar uma imersão num dos ecossistemas de inovação e empreendedorismo mais reconhecidos a nível global. Ao mesmo tempo, o desenho intensivo do programa, a metodologia de “learning by doing” e o acompanhamento próximo em termos de desenvolvimento de carreira traduzem-se em resultados concretos, ilustrados pela subida significativa no critério “Career Progress Rank”, estando na posição #12 na Europa, neste critério, e pelo aumento salarial médio de 77% três anos após a graduação do MBA.
Que leitura faz da evolução do posicionamento dos MBA portugueses face a mercados tradicionalmente dominantes?
É um sinal claro de maturidade e de afirmação do ecossistema nacional de educação executiva. Durante décadas, o mercado de MBAs foi dominado por escolas norte-americanas e britânicas. Hoje, Portugal demonstra capacidade para competir com base na qualidade, na diferenciação e na internacionalização dos seus programas.
O facto de mais programas portugueses integrarem o Top 100 do Financial Times reforça a perceção de que o país é um player relevante no ensino executivo europeu, contribuindo para o crescimento coletivo do ecossistema e para a atração de talento internacional.
Lisboa está, de facto, a afirmar-se como um polo europeu de formação executiva?
Lisboa reúne condições únicas: excelência académica, dinamismo empreendedor, qualidade de vida e forte atratividade internacional.
No nosso caso, cerca de 80% dos alunos do International full-time MBA são internacionais, de 18 nacionalidades, e 53% são mulheres, o que espelha a diversidade de geografias, setores e percursos profissionais que o programa consegue atrair. Esta diversidade confirma a capacidade da cidade e das instituições académicas em atrair talento global e criar um ambiente de aprendizagem multicultural. A combinação entre Lisboa e a imersão no MIT Sloan resulta numa proposta verdadeiramente internacional, com forte ligação à Europa e a um ecossistema global de inovação.
Que impacto têm estes resultados na reputação internacional do ensino superior português?
Rankings como o do Financial Times funcionam como um selo de credibilidade global e um importante referencial para candidatos e empresas. A presença consistente de um programa português entre os melhores da Europa reforça a reputação do país como um destino académico competitivo e inovador.
Este reconhecimento projeta não apenas as instituições, mas também o próprio sistema de ensino executivo português, contribuindo para atrair talento, investimento e novas parcerias internacionais, com efeitos positivos ao longo de toda a cadeia de valor do ensino executivo.
Pode um MBA forte contribuir para a transformação do tecido empresarial nacional?
Um MBA forte pode e deve ter um efeito catalisador relevante. Ao formarmos líderes com visão global, competências técnicas, interpessoais e de liderança sólidas e capacidade de gerir em contextos complexos e ambíguos, estamos a influenciar diretamente a qualidade da gestão nas organizações.
Muitos dos nossos Alumni assumem funções de elevada responsabilidade em empresas nacionais e internacionais, levando consigo novas metodologias de gestão, maior orientação estratégica, cultura de decisão baseada em dados e um forte sentido de propósito e sustentabilidade.
Quais são as prioridades estratégicas para os próximos anos?
As prioridades passam por reforçar, de forma contínua, a dimensão internacional do programa, integrar, de forma cada vez mais estruturada, temas como inteligência artificial, “data analytics” e sustentabilidade no currículo e continuar a potenciar o impacto na carreira dos nossos Alumni.
Queremos consolidar o posicionamento europeu do programa, aprofundar a diversidade de perfis em termos de origens, formação e sectores profissionais, fortalecer a rede global de parceiros e manter uma atualização permanente face às transformações económicas, tecnológicas e sociais, preparando líderes capazes de impulsionar mudança positiva nas organizações e na sociedade.




