O primeiro-ministro, António Costa, defendeu, à saída da reunião com o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa Manuel Clemente, que «se mantivermos o esforço, podemos começar a encarar o mês de Maio de forma diferente».
Contudo, o país não voltará à normalidade quando terminar o Estado de Emergência. «Só no Verão de 2021 podemos contar com vacina», antecipou o chefe do Governo, sublinhando que este ainda «não é o momento de baixar a guarda».
«Do ponto de vista sanitário e de higienização poderemos começar a aliviar estas medidas de contenção e, sabendo que maio é um mês particularmente importante para a Igreja católica, naturalmente, é em diálogo com a Igreja que queremos ver como podemos viver, em conjunto, esse período», disse.
Quanto às cerimónias religiosas, salientou: «A Igreja Católica não precisou do Estado de Emergência para o afastamento social». «A Igreja continuará a ser um exemplo e uma referência na forma de celebração da fé mantendo as regras que podem contribuir positivamente para a saúde pública», disse ainda.
Sobre o levantamento das restrições impostas à prática colectiva da fé, nomeadamente a proibição de missas comunitárias, bem como o adiamento de casamentos e baptizados, o primeiro-ministro adiantou que apenas deverá acontecer no próximo mês. «Até ao final de Abril, o máximo de contenção», afirmou. «Ninguém tenha a ilusão de que, a partir de Maio, vamos viver como vivíamos até Fevereiro. Não vai ser assim porque vamos ter de conviver com este vírus até haver vacina. E isso não está no horizonte dos próximos meses», insistiu.
Questionado sobre a polémica das celebrações do 25 de Abril, Costa entende que este «não é momento para divisões, é para nos mantermos unidos». O primeiro-ministro rejeitou pronunciar-se sobre aquilo que entende ser «a vida interna da Assembleia [da República], sublinhando, ainda assim, que «tem vindo a manter o seu funcionamento normal».
A nível global, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 164 mil mortos e infectou mais de 2,3 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 525 mil doentes foram considerados curados.
Portugal regista 714 óbitos (+27 em 24 horas) e 20.206 infectados (+521), segundo o relatório da Direção-Geral de Saúde deste domingo.
O Governo decretou o estado de emergência a 19 de Março, que já foi prorrogado duas vezes, estando previsto agora o seu fim a 2 de Maio. O diploma prevê a possibilidade de uma «abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais».
*Notícia actualizada às 11:03










