2026. Acima de tudo, transformação, num ano desafiante, marcado por imprevisibilidade e rápidas mudanças no cenário global e que exige dinamismo de todos. Neste ambiente, a confiança será uma ferramenta decisiva para permitir o progresso e a evolução de Portugal. Para compreender os principais desafios e metas que Portugal enfrentará nos próximos meses, a Executive Digest ouviu vários líderes de empresas e instituições nacionais.
Nesse sentido, ficaremos a conhecer o que Pedro Carvalho, CEO da Generali Tranquilidade, antecipa para um ano que exige, com responsabilidade, decisão, execução, equilíbrios delicados, optimismo e esperança (com cheiro a pólvora) e ambição colectiva.
- Quais os maiores desafios e alterações que o seu sector e empresa, em particular, pode enfrentar em 2026?
- Que impacto terá o actual quadro geopolítico no seu sector?
- Alguma oportunidade que a sua empresa/ sector não pode perder em 2026?
- Uma palavra que possa definir 2026.
1. Vivemos tempos de paradoxos e transição. A economia portuguesa demonstra resiliência, com crescimento real e contas públicas equilibradas, mas a instabilidade política e a fragmentação geopolítica global continuam a lançar incertezas. A sucessão de eleições, a erosão da confiança nas instituições e a ascensão de discursos populistas reflectem um mal-estar democrático que desafia a estabilidade. Neste contexto, o sector segurador enfrenta desafios que vão além da sua função tradicional: volatilidade das taxas de juro, alterações regulatórias, e a necessidade de integrar sustentabilidade e tecnologia como pilares estratégicos.
Na Generali, acreditamos que o papel do sector é ser um parceiro de confiança num mundo em transformação. Por isso, temos vindo a reforçar a aposta em inovação, digitalização e soluções sustentáveis, conscientes de que a confiança é o nosso activo mais valioso. A adaptação ao novo quadro regulatório, a cibersegurança, a protecção de dados e a integração de tecnologias como GenAI serão determinantes para prestar um serviço mais personalizado e robusto. Ao mesmo tempo, o envelhecimento da população e a pressão sobre os sistemas públicos criam oportunidades para seguros de saúde e poupança de longo prazo. Em 2026, encaramos o futuro com responsabilidade e visão, convictos de que proteger é, acima de tudo, planear, antecipar e prevenir.
2. Em 2025, a redução das taxas de juro nos EUA ocorreu de forma mais gradual do que inicialmente previsto, em linha com a orientação da Reserva Federal para atingir a chamada taxa neutra (aquela que garante pleno emprego com inflação estabilizada) evitando cortes abruptos e precipitados. Por outro lado, a crescente intervenção americana na Venezuela poderá introduzir alguma instabilidade nos mercados financeiros, dado tratar-se do país com as maiores reservas de petróleo do mundo e um importante fornecedor de matérias-primas estratégicas.
Assim, em 2026 será essencial monitorizar e antecipar a evolução destes dois factores:
Impacto da trajectória das taxas de juro nos preços dos instrumentos de dívida, no poder de compra e na capacidade de investimento de particulares e empresas.
Evolução do fornecimento e do preço do petróleo e de outras matérias-primas críticas para a economia global.
3. Em 2026, a evolução dos seguros de saúde será um dos tópicos em destaque. Este segmento tem apresentado um crescimento significativo nos últimos anos, embora tenha enfrentado desafios marcantes, como a pandemia COVID-19 e as dificuldades no funcionamento do Serviço Nacional de Saúde. Num cenário em que a longevidade ganha uma relevância sem precedentes, é fundamental estabelecer bases sólidas para garantir uma oferta de seguros de saúde robusta, acessível e plenamente integrada na sociedade portuguesa.
4. TEMPERANÇA.





