Covid-19. Grécia usa drones para impedir multidões na celebração da Páscoa ortodoxa

A Páscoa ortodoxa celebra-se amanhã, domingo, dia 19. Para controlar as deslocações nesta data festiva, o governo grego também avançou com a proibição de viagens durante este fim de semana.

Sónia Bexiga

As autoridades gregas estão a usar drones para monitorizar igrejas e intensificaram as patrulhas nas ruas, enquanto o país se prepara para viver, este fim de semana, uma Páscoa ortodoxa muito diferente face à pandemia da covid-19.

O número de fiéis que podem vir a desafiar as proibições de movimento, a fim de celebrar o feriado mais sagrado do ano na Grécia, colocou um desafio sem precedentes às autoridades.

“Esta Páscoa é diferente. Não iremos para as nossas aldeias. Não faremos convívios nos nossos quintais. Não iremos às nossas igrejas. E, é claro, não nos reuniremos nas casas de parentes e amigos”, disse o porta-voz do governo Stelios Petsas, citado pelo ‘The Guardian’.

“Para continuarmos juntos, este ano ficamos separados.”, reforçou o responsável.

À semelhança do que vivemos em Portugal recentemente no período da Páscoa, também a Grécia, que também tem em comum ter conseguido, até agora, conter a pandemia, está a encarar este fim de semana prolongado como sendo crucial para que a cadeia de contágio continue contida.

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Tradicionalmente, os gregos reúnem-se em casas ancestrais no campo, vão às igrejas e capelas, numa comemoração estridente do evento religioso mais significativo do calendário ortodoxo, que nunca passa sem fogos de artifício, cordeiro assado no espeto, música e dança.

Com sinais de que as pessoas podem ter atingido um ponto de saturação psicológica e alguns clérigos e movimentos civis gregos prometeram marcar a Páscoa no mesmo registo de animação – mesmo que, graças ao distanciamento social, as procissões da Sexta-feira Santa, cultos na igreja e reuniões de família sejam proibidos.

Até o momento, na Grécia 105 pessoas morreram com coronavírus, numa população de 11 milhões, onde os casos confirmados e o número de pacientes críticos, respetivamente 2.207 e 69, são dos mais baixos entre os países europeus.

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A Grécia mostrou ser o país com melhor desempenho do continente, ao conseguir achatar a curva e desacelerar a propagação do vírus, segundo um estudo divulgado, esta semana, pelo ‘think tank’ internacional, Bridge Tank.

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