A XTB divulga um novo estudo, por ocasião do Dia dos Namorados, que traça o retrato financeiro dos casais portugueses e revela um contraste marcante entre a forma como escolhem um parceiro e a forma como reagem a dificuldades económicas na relação.
O inquérito, desenvolvido pelo TGM Research Institute para a XTB, envolveu 1.001 inquiridos de todas as regiões do país, com idades superiores a 18 anos, garantindo equilíbrio de género — 480 homens e 521 mulheres.
Os dados mostram que a gestão financeira está longe de ser determinante na atração inicial. Apenas 15% dos portugueses valorizam hábitos de poupança e investimento na escolha de um parceiro. Em contrapartida, fatores como a semelhança de estilo de vida e interesses são apontados por 59% dos inquiridos, enquanto 28% destacam a aparência física como elemento relevante. A valorização da atração física é significativamente superior entre os homens (40%) face às mulheres (17%).
O estudo revela ainda que o dinheiro continua a ser um tema sensível. Mais de metade dos portugueses (53%) considera que as questões financeiras não devem ser discutidas nos primeiros meses de namoro, e 10% defendem que as finanças são um assunto privado que nunca deve ser abordado na relação. Estes dados confirmam que o dinheiro permanece um tabu nos casais portugueses, sobretudo na fase inicial.

Contudo, quando confrontados com cenários mais exigentes, a atitude muda. Questionados sobre a possibilidade de terminar a relação ao descobrir que o parceiro tem dívidas significativas resultantes de má gestão financeira, a maioria dos inquiridos afirma que procuraria ajudar a resolver a situação. Apenas uma minoria admite que essa descoberta seria motivo para pôr fim à relação.
Os resultados sugerem, assim, que embora o planeamento financeiro a dois não seja prioritário no início do relacionamento, existe uma forte resiliência e solidariedade quando a relação já está consolidada.
No que respeita à celebração do Dia dos Namorados, os portugueses privilegiam experiências a dois (41%), deixando em segundo plano bens materiais (4%) ou a oferta de ativos financeiros (4%). A preferência por um jantar romântico é referida por 27% dos inquiridos, sendo mais expressiva entre os homens (35%) do que entre as mulheres (19%). Já 28% das mulheres optariam por um dia tranquilo e sem despesas, face a 15% dos homens.

Eduardo Silva, diretor-geral da XTB Portugal, sublinha que “estes resultados demonstram que os portugueses têm uma visão muito humana e empática das finanças no contexto amoroso. Valorizam mais a experiência de vida conjunta do que os bens materiais e demonstram uma enorme disponibilidade para apoiar os parceiros em momentos de dificuldade financeira. No entanto, vemos que a maioria dos portugueses ainda tem dificuldades em falar de dinheiro ou prefere não tocar sequer no tema.”
Segundo o responsável, a literacia financeira também passa por normalizar estas conversas no seio do casal, permitindo planear um futuro mais estável e confortável em conjunto.








