Estes são os eletrodomésticos que mais gastam luz: Um guia completo para reduzir a fatura da eletricidade

Passar mais tempo em casa traduz-se quase sempre num aumento direto da fatura de eletricidade. Apesar de muitos consumidores associarem o maior consumo energético às luzes, ao forno ou à máquina de lavar roupa, a realidade é diferente: a secadora é o eletrodoméstico que mais eletricidade consome numa habitação comum.

Pedro Gonçalves

Passar mais tempo em casa traduz-se quase sempre num aumento direto da fatura de eletricidade. Apesar de muitos consumidores associarem o maior consumo energético às luzes, ao forno ou à máquina de lavar roupa, a realidade é diferente: a secadora é o eletrodoméstico que mais eletricidade consome numa habitação comum.

De acordo com dados da Organização de Consumidores e Utilizadores (OCU) de Espanha, este equipamento pode ultrapassar largamente os restantes aparelhos domésticos em consumo mensal, tornando-se um dos principais responsáveis pela subida da conta da luz.



Mais de metade da energia gasta em casa tem origem nos eletrodomésticos, e a secadora de roupa destaca-se claramente nesse grupo.

Consumo da secadora pode ultrapassar 32.000 Wh por mês
Segundo o estudo da OCU, os modelos menos eficientes apresentam valores particularmente elevados.

Em termos médios, a secadora consome:

  • Entre 1.120 e 2.000 Wh por ciclo
  • Até 32.000 Wh por mês, se utilizada quatro vezes por semana
  • Cerca de 10,14 euros mensais diretamente refletidos na fatura elétrica

A diferença torna-se evidente quando comparada com outros equipamentos de uso diário. Mesmo funcionando 24 horas por dia, o frigorífico representa um encargo mensal inferior, estimado em 6,43 euros, enquanto a máquina de lavar roupa, usada com a mesma frequência, também fica abaixo do consumo da secadora.

Porque é que gasta tanto?
O elevado gasto energético deve-se sobretudo ao sistema de aquecimento interno. A produção de ar quente para secar os tecidos exige grande potência elétrica contínua durante todo o ciclo, ao contrário de aparelhos que funcionam de forma intermitente.

Modelos antigos ou com fraca eficiência energética agravam ainda mais este impacto.

Como reduzir o impacto da secadora na fatura
Apesar de ser um equipamento prático, existem formas simples de diminuir o consumo sem abdicar totalmente da sua utilização:

  • ativar o programa ECO
  • garantir boa centrifugação prévia na máquina de lavar
  • evitar colocar roupa excessivamente molhada
  • realizar vários ciclos consecutivos, aproveitando o calor residual
  • limpar regularmente os filtros, mantendo a eficiência
  • optar por modelos de baixo consumo

A OCU estima que a escolha de uma secadora eficiente pode permitir poupar mais de 50 euros por ano.

Outra estratégia passa por utilizar os aparelhos nas horas de eletricidade mais barata, ajustando o funcionamento aos períodos tarifários mais económicos.

Outros eletrodomésticos que também pesam no consumo
Embora a secadora lidere a lista, há outros equipamentos com impacto relevante:

  • Máquina de lavar loiça: até 22.710 Wh mensais com uso diário
  • Frigorífico: entre 10.350 e 20.250 Wh por mês
  • Máquina de lavar roupa: até 16.544 Wh mensais
  • Televisor: cerca de 10.320 Wh com quatro horas diárias
  • Forno elétrico: aproximadamente 9.000 Wh com utilização duas vezes por semana

Consumo invisível: aparelhos em standby
Mesmo desligados, muitos equipamentos continuam a gastar energia. Este chamado consumo em standby pode representar até 11% do total energético da habitação.

Entre os dispositivos que mais consomem em repouso destacam-se:

  • impressoras
  • routers
  • colunas de computador
  • colunas inteligentes
  • caldeiras a gás
  • robôs aspiradores
  • micro-ondas
  • computadores

Alguns destes aparelhos podem custar até 24 euros por ano, mesmo sem utilização ativa.

Especialistas recomendam desligar completamente os dispositivos ou usar extensões com interruptor, eliminando consumos desnecessários.

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