Mau tempo: Central fruteira com produção em risco por falta de acessos em Arruda dos Vinhos

A central fruteira JoaniFrut tem a produção ameaçada por falta de acessos de veículos pesados a Arranhó, localidade de Arruda dos Vinhos onde tem instalações, devido ao corte das várias estradas nacionais por estragos decorrentes do mau tempo.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 13, 2026
11:55

A central fruteira JoaniFrut tem a produção ameaçada por falta de acessos de veículos pesados a Arranhó, localidade de Arruda dos Vinhos onde tem instalações, devido ao corte das várias estradas nacionais por estragos decorrentes do mau tempo.

Desde quinta-feira, com o corte de mais uma estrada, “não conseguimos ir nem por um lado, nem por outro”, disse à agência Lusa o gerente da empresa, João Francisco Alves.

“Neste momento, estamos sem qualquer tipo de acessos para trazer a fruta para o armazém depois de colhida e os contratos estão a expirar”, contou.

Além disso, a empresa também está sem acessos para fazer sair os seus camiões com a produção para o mercado.

“Hoje temos os nossos compromissos cumpridos, mas temos compromissos com supermercados, mercados e exportação que corremos o risco de não conseguir cumprir”, afirmou.

O empresário está em contacto com o Município de Arruda dos Vinhos para encontrarem uma solução, que ainda não existe.

“Temos camiões a sair todos os dias para exportação e esta situação começa a penalizar-nos, porque nos faz alterar os nossos planos de trabalho e desrespeitar os contratos que temos”, explicou.

A produção nessa altura é sobretudo de citrinos.

A empresa, com 15 camiões, possui entre 100 e 150 trabalhadores e fatura por ano mais de 25 milhões de euros.

Além do mercado interno, exporta sobretudo para Polónia, França, Espanha e Bélgica.

De acordo com a Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos encontram-se encerradas ao trânsito as estradas nacionais 115, entre Arranhó e Bucelas e entre Arranhó e Sobral de Monte Agraço, enquanto a 115-4 está condicionada, mas interdita a veículos pesados.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal continental na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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