Entregador de pizzas infectado com Covid-19 deixa 72 famílias em quarentena

Para além das famílias que tiveram contacto com o jovem infectado, outros 16 colegas também foram obrigados a permanecer em confinamento social, em casa, como prevenção.

Simone Silva

Na Índia, um entregador de pizzas, de um dos restaurantes mais famosos de nova Déli foi diagnosticado com o novo coronavírus, obrigando cerca de 72 famílias a permanecer em confinamento social em casa, de acordo com o jornal ‘Times of India’.

Todas as casas onde o jovem de 19 anos tinha entregado pizzas foram imediatamente identificadas e para além das famílias também os 16 colegas de trabalho do jovem ficaram em isolamento após o diagnóstico, o que obrigou o restaurante a encerrar temporariamente. A cadeia de restaurantes também garantiu dar total apoio aos funcionários, que vão continuar a receber o salário normal.

«Partilhámos informações com as autoridades que vão agora entrar em contacto com todos os clientes que estiveram em contacto indirecto com o doente», referiu o restaurante.

O jovem começou a apresentar sintomas no final de Março. Até dia 5 de Abril, quando a tosse e a fadiga começaram a ficar mais intensas, esteve sempre a trabalhar. Para além dos dois hospitais a que foi durante este período, o funcionário esteve numa outra loja do grupo, que também foi obrigada a fechar.

Segundo as autoridades de saúde, o jovem encontra-se a receber tratamento hospitalar e, apesar da prevenção, não existem motivos para uma maior preocupação, uma vez que todos os funcionários do restaurante estavam obrigados a utilizar os devidos equipamentos de protecção individual, cumprindo com todas as normas de segurança.

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As zonas de Hauz Rani e Malviya Nagar, na Índia, são consideradas zonas de contenção. Ainda assim, a entrega de comida ao domicílio é permitida. A Zomato, que tem serviços de entrega na Índia, emitiu um comunicado onde afirma que algumas das encomendas foram feitas através da aplicação.

«Os nossos funcionários arriscam a saúde enquanto prestam serviços essenciais. Acreditamos que nenhum deles continuaria a trabalhar conscientemente se soubesse que estava infectado. Verificamos a temperatura corporal de dezenas de milhares de funcionários todos os dias para garantir que este serviço essencial funciona da maneira mais segura possível», refere a empresa.

 

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