A tempestade Nils está a varrer França com ventos fortíssimos, chuvas intensas e impacto generalizado na vida quotidiana, deixando um rasto de estragos no país. Segundo a ‘Euronews’, a Météo France classificou o fenómeno meteorológico como uma tempestade de oeste “pouco frequente” e, desde a madrugada de quinta-feira, cerca de 850 mil casas ficaram sem eletricidade e uma pessoa morreu na sequência da queda de uma árvore em Dax, na região das Landes.
As autoridades francesas colocaram 30 departamentos em alerta laranja e quatro em alerta vermelho devido ao risco de ventos fortes, inundações e outros perigos associados ao mau tempo. Em várias localidades, as rajadas de vento têm sido extraordinárias: em Biscarrosse chegaram a 162 km/h, em Pau 145 km/h e em Bordéus mais de 120 km/h, valores que dificultam severamente o transporte terrestre e aéreo.
As escolas permaneceram fechadas em Aude e Pyrénées-Orientales, dois dos departamentos mais afetados, e o serviço nacional de alerta hidrológico, o Vigicrues, emitiu avisos para o risco de transbordamento de rios como o Garonne, com possíveis inundações comparáveis às registadas em janeiro de 2022.
Nils não traz apenas ventos potentes: está também acompanhada de chuvas persistentes e avança em direção ao Golfo do Leão, com previsão de alcançar a ilha da Córsega na noite desta quinta-feira. O tráfego marítimo entre a Córsega e o continente poderá ficar comprometido devido às condições meteorológicas adversas.
Graças aos avisos de múltiplos departamentos, os meteorologistas esperam que a onda principal de vento enfraqueça gradualmente: primeiro no sudoeste francês na manhã desta sexta-feira, depois ao longo da tarde nas regiões do Mediterrâneo, e por fim durante a noite ou madrugada seguinte na Córsega.
A tempestade Nils insere-se na temporada de tempestades da Europa de 2025-2026, um período em que vários sistemas de tempo violento têm afetado a Europa Ocidental, trazendo ventos fortes, chuvas e riscos de inundações em vários países da região.
Os efeitos do mau tempo já estão a ser sentidos além das interrupções de energia e dos alertas oficiais: comunidades locais relatam estradas bloqueadas por árvores caídas, perturbações no transporte e necessidade de medidas de precaução reforçadas para proteger pessoas e bens contra os fenómenos extremos que continuam a desafiar as infraestruturas e serviços públicos.




