Procura por poupança impulsiona aumento de mudança de fornecedor de energia

Segundo o mais recente relatório de energia do ComparaJá, em janeiro Lisboa concentrou 26,79% dos pedidos de mudança de contrato realizados através da plataforma, mantendo-se como o principal polo deste tipo de decisões

Executive Digest com ComparaJá.pt
Fevereiro 15, 2026
9:15

Lisboa e Porto continuam a liderar os pedidos de mudança de fornecedor de energia, mas distritos fora dos grandes centros urbanos estão a ganhar peso, num sinal de que a comparação de tarifas se tornou um hábito cada vez mais transversal em Portugal.

Segundo o mais recente relatório de energia do ComparaJá, em janeiro Lisboa concentrou 26,79% dos pedidos de mudança de contrato realizados através da plataforma, mantendo-se como o principal polo deste tipo de decisões. O Porto surge em segundo lugar, com 19,56%, seguido de Setúbal, com 9,74%, confirmando o peso da Área Metropolitana de Lisboa na procura por alternativas mais económicas no mercado liberalizado.

No entanto, os dados revelam um crescimento consistente noutras regiões do país. Aveiro já representa 7,39% dos pedidos, Braga 6,70% e Santarém 4,65%, evidenciando uma disseminação geográfica do hábito de comparar tarifas e mudar de fornecedor. O relatório aponta que a procura por poupança energética deixou de ser um fenómeno concentrado nas grandes cidades, passando a integrar as decisões financeiras de famílias em diferentes distritos.

Este movimento ocorre num contexto de maior pressão sobre os orçamentos domésticos, mas também de aumento da literacia financeira e digital. Em janeiro, os consumidores que mudaram de contrato através da plataforma passaram a poupar, em conjunto, cerca de 1 milhão de euros por ano, o valor mais elevado já registado. Em determinados perfis de consumo, a diferença anual entre a oferta mais cara e a mais barata pode atingir 678,96 euros.

A análise mostra ainda que a maioria das mudanças envolve apenas eletricidade, que representou 73,73% dos novos contratos em janeiro. Os contratos duais (eletricidade e gás natural) corresponderam a 23,65%, enquanto o gás isolado ficou pelos 2,62%. Quanto ao tipo de tarifa, 93,55% dos consumidores optaram por tarifas simples, com preço único ao longo do dia, sendo residual a adesão a opções bi-horárias.

O relatório refere também que o inverno mais chuvoso e ventoso tem contribuído para reforçar a produção de energia renovável, sobretudo hídrica e eólica, o que ajuda a aliviar parcialmente a pressão no mercado grossista. Ainda assim, este efeito nem sempre se reflete diretamente nas faturas, mantendo a escolha do fornecedor como um fator determinante no valor final pago pelas famílias.

As simulações para fevereiro indicam, por exemplo, que um casal sem filhos com um consumo mensal de 160 kWh pode pagar entre 33,59 e 45,52 euros, consoante a oferta escolhida. Já uma família com dois filhos e consumo médio de 400 kWh poderá enfrentar faturas entre 67,41 e 96,36 euros mensais.

Os dados sugerem que a mudança de fornecedor está a tornar-se uma prática cada vez mais comum em todo o território nacional, refletindo um maior acompanhamento das despesas domésticas e uma crescente atenção ao peso da energia no orçamento familiar.

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